A missão Cassini está nos enviando dados e imagens cada vez melhores do que exatamente está acontecendo na superfície de Titã, lua de Saturno. E segundo a NASA, ela compartilha várias semelhanças com a Terra.

Das centenas de luas no nosso sistema solar, Titã é a única que tem uma atmosfera densa e dominada pelo nitrogênio; e que tem grandes reservatórios de líquido na superfície. Os dados mais recentes da NASA mostram novos detalhes sobre os lagos e mares estranhos que escorrem pela lua gelada de Saturno.

Ao contrário do nosso planeta aquoso, os lagos e mares de Titã são compostos de metano líquido. Mas como os mares ficam cheios com tanto metano?

Uma nova explicação em potencial considera o ciclo da água que vemos aqui na Terra, e o ajusta um pouco para explicar as condições próprias de Titã. O ponto-chave é algo bastante familiar: a chuva.

É claro, em vez de ser composta de água líquida, a chuva de Titã é composta de metano líquido. Ainda assim, é chuva, e à medida que ela cai, ela preenche os lagos. Em seguida, estes lagos criam os litorais de Titã, que se parecem muito com os nossos, como você pode ver neste voo por alto:

Pesquisadores até suspeitam que as condições meteorológicas nos litorais de Titã são muito parecidas com os litorais de nossos mares: a temperatura ao longo deles é influenciada pela temperatura no líquido do lago.

Sim, o ciclo líquido de Titã é bem parecido com o da Terra, mas há muitas diferenças que os separam. Por exemplo: Titã quase não tem oxigênio (mais de 95% da atmosfera é nitrogênio), suas temperaturas são congelantes, e – claro – o líquido mais comum por lá é metano, em vez de água. Ainda assim, é uma visão bastante familiar em um lugar bem diferente.

[NASA]

Imagem: a vista mais recente dos mares de Titã capturada pela missão Cassini (NASA/JPL/Univ. Arizona/Univ. Idaho)