Veja só que ideia brilhante: uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard desenvolveu três diferentes formas de transformar células individuais em lasers que emitem luz quando ativadas.

Segundo a New Scientist, a equipe demonstrou que partículas e gotículas na pele podem ser exploradas para emitir luz. Foram três exemplos que conseguiram atingir o objetivo.

No primeiro, os pesquisadores injetaram pequenas gotas de óleo, preenchidas em seguida com tinta fluorescente, em células humanas; quando um pulso de luz atinge as gotículas, os átomos da tinta emitem um feixe de luz estritamente focado.

No segundo exemplo, pequenas esferas de poliestireno de 10 micrômetros são ingeridas por células conhecidas como macrófagas — um tipo de glóbulo branco — que serviu para o mesmo propósito que as gotículas de óleo.

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E no terceiro e último exemplo, a equipe pôde até mesmo mostrar que gotículas de gordura dentro das células poderiam ser usadas para o mesmo fim. Usando a pele de porco como exemplo — apesar de que a mesma tecnologia deve provavelmente funcionar na pele humana, como os dois exemplos anteriores — a luz injetada dentro da pele fez com que as células de gordura que receberam a tintura fluorescente emitissem luz laser, da mesma forma que os exemplos anteriores.

“Somos todos feitos de lasers”, diz Matjaž Humar, um dos pesquisadores, à New Scientist. Os resultados foram publicados na Nature Photonics e na Nano Letters.

O estudo pode parecer frívolo, mas os pesquisadores avaliam que as técnicas poderiam ser usadas para rastrear e monitorar células de tumores, talvez até especificando diferentes tipos de células – cada uma teria a própria assinatura laser. [New Scientist]

Imagens por Matjaž Humar e Seok Hyun Yun