Ir a eventos de televisores topo de linha traz um misto de sensações. A parte boa é que geralmente impressiona ver telas super finas de ótima definição. A parte ruim é que o brasileiro médio claramente não deve ter um modelo desses, pelo menos, nos próximos cinco anos. E essa história foi repetida na noite da última segunda-feira (16), quando a LG mostrou sua nova linha de TVs OLED 4K para o mercado brasileiro.

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Para ir direto ao ponto, a marca sul-coreana apresentou três modelos que já foram mostrados na CES, evento de tecnologia realizado no mês de janeiro em Las Vegas (EUA). São eles: Signature OLED TV W de 65’’ (R$ 39.999) e os modelos OLED TV C8 de 65’’ (R$ 17.999) e 55’’ (R$ 7.999).

TV LG OLED C8

Antes de ir para os detalhes da TV, vale lembrar que a tecnologia OLED (diodo emissor de luz orgânico) possibilita que não haja um painel de retroiluminação por trás da tela. Isso faz com que os televisores da marca entreguem o que a empresa repetiu como um mantra no evento desta segunda: o “preto puro”.

Em demonstrações da LG, o nível de preto impressiona. As imagens ficam mais vivas, as cores ficam mais nítidas e não fica um fantasma em volta de objetos claros com fundo escuro.

Uma crítica comum à tecnologia OLED é a duração dessa qualidade toda de imagem. Por “ligar” e “desligar” pixels individualmente, com o tempo esses pontinhos levam mais tempo até atingirem seu nível máximo. Em sua defesa, a empresa sul-coreana já disse no passado que suas TVs tem duração de 100 mil horas — isso dá um pouco mais de 11 anos.

Fora a qualidade, as TVs OLED são conhecidas por serem finíssimas. No caso dos modelos apresentados pela LG, a espessura é de 2,57 mm

Processador, inteligência artificial e áudio

Não é só a tecnologia da tela que torna as imagens do aparelho melhores e mais vivas. Por essa razão, a empresa conta com o processador alfa 9, que basicamente analisa as imagens e reduz os ruídos presentes nela. Na prática, ele tem a tarefa de melhorar a cor, definição e profundidade, além de suportar altas taxas de quadro — o processador promete evitar alguns borrões que ocorrem durante exibição de imagens em movimento.

Para quem tem internet e assinatura do Netflix em conteúdo 4K, dará facilmente para assistir vídeos com a tecnologia HDR. Os aparelhos são compatíveis com os principais formatos usados por cinema, como HDR10 Pro, Advanced HDR, HLG Pro e Dolby Vision.

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Outra área em que a LG investiu bastante é inteligência artificial. Ambos os modelos contam com o ThinQ AI, um sistema que trabalha junto com a Amazon Alexa ou o Google Assistente para atender comandos de voz. Já há um tempo, os controles da LG vêm com um microfone, então basta o usuário executar comandos como “desligue a TV após este programa” ou “mude para o modo cinema” que o aparelho executará.

Ainda que os sistemas de inteligência artificial da empresas parceiras, Amazon e Google, não estejam completamente disponíveis no Brasil, a LG promete que o televisor contará com uma gama de comandos que poderão ser ordenados por meio do processamento de linguagem natural. Basicamente, isso quer dizer que a TV conseguirá entender comandos menos literais, como “a TV está muito alta” (logo, a ação vai ser abaixar o volume) ou “vai chover amanhã?”.

Por fim, os aparelhos vêm com som Dolby Atmos. Diferente do Surround que consiste em transmitir o som para distintas direções, o Atmos promete a emissão de som tridimensional o que, por sua vez, causa uma sensação de imersão.

Os modelos são bem parecidos. A diferença é que a W conta com um sistema de fixação que a faz parecer quase que um quadro na parede. Enquanto a C8, não.

Linha OLED TV W exposta na CES 2018. Crédito: LG

A OLED TV W, que a empresa também chama de wallpaper, estará disponível em varejistas selecionados a partir deste domingo (22) em varejistas selecionados (em São Paulo, por exemplo, na Fast Shop do shopping Iguatemi). Já os dois modelos da C8 estarão no varejo a partir de junho — provavelmente antes da Copa.

Imagem do topo: TV OLED W da LG. Crédito: LG