Desde o ataque hacker que fez com que alguém distribuísse um longo golpe de criptomoeda em contas de gente famosa do Twitter, ficamos com mais perguntas que respostas. Algum funcionário do Twitter estava realmente envolvido? Que tipo de proteção técnica a empresa criou para impedir que isso aconteça novamente? Por que Donald Trump não foi vítima? E, além dos ganhos em bitcoin, quanto dano o hack realmente causou?

No mínimo, a empresa ofereceu algum tipo de ideia sobre o escopo do golpe com um tuíte em sua página oficial de suporte na quinta-feira (16). Aparentemente, o hacker (ou hackers) segmentou 130 contas e só conseguiu enviar tuítes de um “pequeno subconjunto”.

A companhia acrescentou que “está trabalhando com os donos das contas impactadas” e que continuará investigando se algum dado não público — como, por exemplo, senhas — foi comprometido no ataque, prometendo que atualizações seriam fornecidas “se determinarmos que isso ocorreu”. Enquanto o Twitter investiga tudo o que foi comprometido, desativou a opção de baixar os dados do Twitter das contas.

Ainda estamos aguardando resposta do Twitter sobre o que significa quando diz que apenas um “pequeno subconjunto” de contas foi totalmente assumido durante a onda de hackers, mas sabemos que, apesar de seu tamanho, ele ainda teve um grande impacto.

Mesmo que apenas algumas contas tenham sido totalmente invadidas, as contas de celebridades, políticos e assistentes de tecnologia que já confirmamos estar comprometidos tinham dezenas de milhões de seguidores entre elas. Mas, apesar do número de pessoas que abriram o Twitter para ver, digamos, Jeff Bezos pedindo doações em bitcoin, as pessoas que acompanham o espaço das fraudes criptografadas apontaram que apenas uma fração dessas contas acabou doando qualquer coisa.

No dia do golpe, pouco menos de 400 contas foram confirmadas de enviar US$ 120 mil em doações para o endereço de carteira que foi tuitado. Definitivamente, é muito dinheiro, mas considerando que esse truque atingiu perfis como Kanye West, Elon Musk e Barack Obama, você pensaria que eles coletivamente conseguiriam convencer mais seguidores a enviar dinheiro para eles.

A fraude pode ter sido pequena em comparação com seu potencial impacto, mas o fato de ter durado várias horas e atingido vários políticos acabou chamando a atenção de vários legisladores dos EUA e do FBI, que começaram uma investigação sobre a empresa.

Enquanto isso, a procuradora-geral de Nova York Letitia James disse em comunicado que o hack “levanta sérias preocupações sobre segurança de dados e como plataformas como o Twitter podem ser usadas para prejudicar o debate público”, acrescentando que ela ordenou que seu escritório abrisse uma investigação própria.