O 5G já foi ligado às mais doidas teorias conspiratórias, mas talvez a mais maluca seja a que liga a nova tecnologia de rede com a pandemia de coronavírus. A coisa chegou a um ponto em que torres de celular foram incendiadas em países europeus.

Para conter a disseminação das teorias da conspiração e informações falsas, o Twitter anunciou que iria apagar tuítes que “podem causar danos” à infraestrutura 5G.

Tradução: Ampliamos nossa orientação sobre afirmações não verificadas que incitam as pessoas a se envolverem em atividades prejudiciais que podem levar à destruição ou dano à infraestrutura crítica de 5G, ou podem levar a pânico generalizado, agitação social ou desordem em larga escala.

Em um comunicado ao TechCrunch, o Twitter disse que estão “priorizando a remoção do conteúdo relacionado ao COVID-19 quando há uma chamada para ação que pode causar danos” e que “não irão tomar ações para todos os tuítes que contiverem informações incompletas ou contestadas sobre COVID-19”.

A rede social diz ainda que já removeu mais de 2.200 tuítes desde que iniciou a implementação dessas novas políticas, em 18 de março, além de ter testado 3,4 milhões de contas com comportamento de spam ou manipulação e que tinham como alvo discussões sobre COVID-19.

O Twitter tem adotado uma política mais rigorosa durante a crise da COVID-19 e chegou a apagar tuítes de presidentes que fizeram alegações que iam na contramão das recomendações dos especialistas da saúde.

Quando relatos de incêndios apareceram no Reino Unido, o YouTube prometeu conter a propagação dessas teorias conspiratórias na sua plataforma. O Facebook também anunciou medidas para remoção de posts com conteúdos relacionados à teorias conspiratórias envolvendo o 5G e o coronavírus.