Se você está na fila pelo tão cobiçado selo azul de verificado no Twitter, tem gente que, ao que tudo indica, está ganhando a etiqueta sem fazer o mínimo esforço. Aliás, não dá nem para chamar nem de “gente”, já que a rede social verificou pelo menos seis contas que provavelmente faziam parte de um botnet de spam.

A informação vem do pesquisador Conspirador Norteño. Segundo o Daily Doty, o usuário identificou as contas falsas pela primeira vez nos últimos dias, pouco depois de elas terem sido criadas há menos de um mês, em 16 de junho. Os perfis integram um grupo cibercriminoso que controla mais de mil contas especializado em perfis falsos usados como bots.

“Essas 976 contas fazem parte de um botnet ‘astroturf’ (que mascara os verdadeiros criadores) e que consiste em (pelo menos) 1212 contas”, escreveu Norteño em seu Twitter, na segunda-feira (12).

Três dos perfis que ganharam o selo azul de verificado usaram desenhos de mulheres, dois tinham fotos de mulheres e um usou a imagem de um gato. A biografia deste último dizia “conta oficial do Twitter de Anlamislar”. O perfil de gatinho tinha apenas 1.039 seguidores no Twitter. De acordo com Norteño, todas as seis contas foram excluídas, e a maioria delas enviavam spam no idioma coreano.

Em resposta por e-mail ao Gizmodo US nesta terça-feira (13), o Twitter não forneceu detalhes sobre quem pode estar por trás das contas falsificadas, mas reconhece que o selo de verificado foi liberado acidentalmente. “Aprovamos por engano os pedidos de verificação de um pequeno número de contas não autênticas (falsas). Agora, suspendemos permanentemente as contas em questão e removemos seu crachá de verificado, com base em nossa política de manipulação de plataforma e spam”, disse a companhia.

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Twitter reformula critérios para verificação

Em maio de 2021, o Twitter voltou a aceitar pedidos de qualquer usuário para receber o selo de verificado na plataforma. O processo para perfis públicos estava interrompido desde 2017, quando conseguir a etiqueta se tornou algo bem mais restrito. Agora, a partir de uma revisão nas políticas da companhia, tecnicamente está mais fácil para grupos específicos conseguirem a etiqueta, sendo eles: poder público (governos); empresas, marcas e organizações sem fins lucrativos; jornalismo; entretenimento; esportes; e ativistas.

Na semana passada, a rede social também confirmou que será mais transparente na hora de informar os usuários que forem rejeitados no pedido para obter o selo.