O Uber vem feito testes com sua frota de carros autônomos em alguns cidades dos Estados Unidos e Canadá. Ou melhor, vinha fazendo testes.

Depois do incidente do atropelamento de uma pedestre em maio, em Tempe, no Arizona, a companhia entrou numa espécie de hiato. Nesta semana, eles demitiram 100 motoristas de reserva de carros autônomos – na atual fase da tecnologia, é necessário que uma pessoa esteja atrás do volante o tempo todo.

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Isso não quer dizer que a companhia deixará de adotar os motoristas reservas. Segundo a empresa, seus necessidades operacionais evoluíram e decidiram que os funcionários que irão para as ruas com os veículos precisarão ser treinados tanto para essa tarefa, quanto para operações em pistas de testes. É uma posição mais avançada, que o Uber chama de “especialistas de missão”.

Com essa mudança, a empresa abriu 55 dessas vagas e afirmou que os motoristas demitidos terão prioridade ao se candidatar para essas oportunidades.

A iniciativa parece estar diretamente relacionada com o incidente de março. Relatórios preliminares apontam que o carro “viu” a pedestre, mas a ignorou e não tentou frear, nem desviar. O Uber havia desativado o freio de emergência do carro e contava com os motoristas de segurança para assumir o controle em situações como essa. No entanto, a motorista responsável na ocasião estava distraída, aparentemente assistindo The Voice.

A empresa tem autorização para testar seus carros nas ruas de Pittsburgh, San Francisco, Tempe e Toronto (Canadá). As operações serão encerradas na Califórnia, mas continuarão nos outros locais.

[SF Chronicle]

Imagem do topo: AP