A Uber exigirá que motoristas e passageiros usem máscaras faciais ao usar a plataforma em alguns países. A exigência faz parte de uma nova política que a companhia está preparando enquanto vivemos a pandemia do novo coronavírus.

Os executivos aprovaram a nova política na semana passada, de acordo com a CNN Business. A expectativa é que essa regra seja implementada nas próximas semanas ao redor do mundo.

Em São Paulo, por exemplo, é obrigatório a partir desta segunda-feira (4) o uso de máscaras no transporte público, o que inclui transporte por aplicativo e táxis. Decretos do prefeito Bruno Covas (PSDB) e do governador João Doria (PSDB) vale para ainda para os trens do Metrô e da CPTM, e para os ônibus da SPTrans e da EMTU. A Prefeitura de São Paulo recomenda que todas as pessoas que saiam às ruas utilizem as máscaras

Além disso, a Uber estaria trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia capaz detectar se os motoristas estão usando máscaras antes de começarem a aceitar viagens. A companhia também estaria analisando formas de verificar se os passageiros estão de máscaras, mas não deu nenhuma indicação de como isso funcionaria.

A empresa já opera com tecnologia de verificação de face para confirmar a identidade de seus motoristas.

“À medida que os países reabrem, a Uber está focada na segurança e procedendo com cautela. Hoje, continuamos a pedir aos passageiros que fiquem em casa se puderem, enquanto enviamos suprimentos de segurança para os motoristas que estão fazendo viagens essenciais”, disse a Uber à CNN Business em um comunicado. “Ao mesmo tempo, nossas equipes estão se preparando para a próxima fase de recuperação, onde todos nós teremos um papel a desempenhar.”

A Uber disse que informaria diretamente os usuários sobre quando implementaria essa nova política.

Segundo o USA Today, a Uber sugere que todos os motoristas e passageiros que usem máscaras faciais, mas não é algo obrigatório. A companhia encomendou “dezenas de milhões” de máscaras faciais para seus motoristas e entregadores do mundo todo nas últimas semanas e começou a enviar máscaras para motoristas nas cidades mais atingidas pela pandemia, como Nova York, no início de abril. Eles também enviaram spray desinfetante para carros.

O núcleo de negócios da Uber tem sido duramente atingido pela pandemia do coronavírus, já que muitos países adotaram medidas de isolamento social e até mesmo lockdown. Em uma ligação com investidores em meados de março, o CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, disse que o volume de viagens caiu de 60% a 70% em cidades severamente impactadas pela pandemia, como Seattle. Recentemente, o site Information disse que o total bruto de chamados havia caído 80% em relação ao ano passado.

Durante esse período, Uber tem visto o uso do Uber Eats, seu serviço de entrega de comida, crescer em 70%. A companhia também lançou dois novos serviços: o Uber Connect e o Uber Direct. O Uber Direct entrega itens de farmácias e petshops e também funciona na cidade de São Paulo, enquanto o Uber Connect permite que os usuários enviem pequenos pacotes para outras pessoas.

No entanto, isso não parece ter sido suficiente para isolar os efeitos econômicos da pandemia. Nesta semana, o Information relatou que a Uber estava discutindo planos para demitir cerca de 20% de seus funcionários.

De acordo com a CNN, uma vez que a nova política de Uber estiver em vigor, motoristas e entregadores serão obrigados a usar uma máscara facial ou outro tipo de cobertura para o rosto, como uma bandana, independentemente de terem recebido uma máscara da empresa.