Um ar-condicionado que gasta menos fazendo mais ao focar o ar frio nas pessoas do ambiente

Protótipo de ar condicionado do MIT que economiza água e energia ao focar os ventos diretamente em uma pessoa, ao em vez de uma sala inteira.

No futuro, os aparelhos de ar condicionado funcionarão como gigantes nuvens de névoa — e elas nos seguirão por aí.

Da última vez que checamos o Senseable City Lab do MIT, eles estavam lançando o protótipo de um aquecedor que mira exatamente em você. Agora, o laboratório trabalha em um sistema que faz exatamente a mesma coisa, mas para esfriar.

A ideia por trás de ambos sistemas — que são apenas experimentos, não produtos finalizados — é simples: para que gastar energia para aquecer ou esfriar um prédio ou quarto inteiro quando se pode mirar exatamente no local ocupado por um humano? O aquecedor, um sistema nomeado de Local Warming, teve um protótipo instalado em Veneza ano passado e usou servomotores, luzes infravermelhas e detectores de movimento, usados para direcionar as ondas de calor para onde a pessoa está.

Esta semana em Dubai, o laboratório revelou o inverso e oposto do Local Warming. É conhecido por Cloud Cast e seu projeto foi desenhado pensando em climas desérticos.

O sistema é feito de um arranjo de finas varetas de metal instaladas no teto do local. Elas possuem sensores ultrassônicos capazes de apontar com precisão a velocidade e localização de um humano. Veja a explicação do Senseable City Lab:

Medindo o intervalo de tempo entre o envio do sinal e o recebimento do eco para determinar a distância até o chão, visitantes passando entre o sensor e o chão produzirão um aumento ou diminuição neste intervalo de tempo, tendo, respectivamente, absorvido ou refletido as ondas sonoras. Dados coletados por estes sensores são enviados ao sistema de controle central, que ativa o sistema hidráulico e luzes LED na proximidade do alvo detectado.

Dependendo da sua velocidade e de onde você estiver, nebulizadores te cobrirão de névoa conforme você caminha pelo ambiente. “Em sistemas tradicionais, no entanto, são consumidas muita água e energia para resfriar ambientes externos, mesmo quando os sistemas são pouco usados”, diz Carlo Ratti, fundador e diretor do Senseable City Lab. “No projeto, focamos a névoa nas pessoas, o que torna o sistema mais eficiente”. É como qualquer outro sistema de nebulização encontrados em locais de climas quentes e seco de todo o mundo — exceto que ele é projetado para gastar menos água e energia por nebulizar um humano por vez.

Isso significa que veremos estes ambientes das fotos no futuro? Possivelmente não. Pense nele como prova de um conceito — um exemplo de como os sistemas já presente nas nossas vidas podem ser reajustados para gastar menos e fazer mais.

 Imagens por Dezeen e Carlos Ratti

Sair da versão mobile