Ralph Steinman, um cientista canadense de 68 anos, foi premiado hoje com o Prêmio Nobel de medicina por suas descobertas a respeito do sistema imunológico. Grande honra! Celebração! Não exatamente. Steinman morreu por causa de um câncer pancreático há três dias. A Assembléia do Nobel do Instituto Karolinksa não sabia disso, e agora considera tirar o prêmio do cientista.

Steinman ganhou o prêmio por sua descoberta em 1973, quando ele descobriu um novo tipo de célula, a célula dendrítica. Células dendríticas ativam celulas-T e tem um papel importante na regulação da imunidade adaptativa, ou “quando os anticorpos e células matadoras enfrentam infecções”. As células desenvolvem um tipo de memória que ajuda o sistema imunológico a estar mais bem preparado no próximo ataque. Muito bom!

A Fundação Nobel também achou isso, e decidiram dar ao cientista o prêmio. Mas é aqui que a história fica sem o final feliz. Como Steinman já morreu há três dias, o prêmio Nobel originalmente dedicado a ele pode ser reconsiderado. Rescindido, anulado, perdido. Por quê?

Porque o estatuto do prêmio Nobel não permite premiações póstumas.

Eles abrem espaço para pessoas que morrem entre o anúncio oficial e a cerimônia de entrega do prêmio, em 10 de dezembro, mas como Steinman morreu antes do próprio anúncio, ele pode perder o prêmio por ser tecnicamente inelegível. A Assembléia do Nobel do Instituto Karolinska, ou as pessoas que decidem que ganhará o prêmio Nobel de medicina, terão de se reunir novamente para decidir o que fazer, mas há a esperança de que eles abram uma exceção para o caso — já que a culpa é muito mais deles de não saber que Steinman tinha morrido do que de Steinman, que morreu. [Seattle Times, Crédito da imagem: UCI]