Enquanto o voto impresso ainda engatinha – apenas 35 mil das 600 mil urnas eletrônicas terão o recurso nas eleições de 2018 – o TSE busca dar mais credibilidade e transparência no processo eleitoral. Nesta semana, o órgão aprovou a auditoria das máquinas no dia das eleições.

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Vai funcionar assim: 20 dias antes das eleições, o TSE realizará um sorteio para definir seções nos 26 estados e no Distrito Federal que serão avaliadas antes da votação começar.

Depois, o juiz da respectiva zona eleitoral convocará os partidos políticos e integrantes da OAB e do Ministério Público para que compareçam às 7h do dia da votação na seção sorteada, para acompanhar a auditoria da urna eletrônica. O processo também poderá ser acompanhado por qualquer pessoa, já que será público.

O processo “consistirá em verificar se as assinaturas digitais dos sistemas lacrados no TSE no início de setembro conferem com as assinaturas constantes das urnas instaladas na seção eleitora, antes da emissão da zerésima e do início do pleito”.

O TSE explica que a zerésima é um relatório emitido pela urna, antes da votação, que identifica o equipamento e comprova que ali estão registrados todos os candidatos e que não há nenhum voto registrado naquele momento.

Durante o processo, será emitido ainda um relatório de todos os resumos digitais dos arquivos instalados nas urnas, que poderão ser conferidos um a um, a qualquer tempo, com a lista publicada no site do TSE.

Se a tentativa é dar mais transparência às eleições, como disse o ministro Luiz Fux durante a aprovação da medida, essa auditoria não é das mais claras. Em um processo ideal, um outro órgão, que não o TSE, seria a responsável por auditar as urnas. Além disso, a verificação acontece antes do pleito e não há nenhuma checagem independente das urnas no encerramento do voto.

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O primeiro turno das eleições deste ano está marcado para o dia 7 de outubro, e o segundo turno acontecerá no dia 27 de outubro.

[Agência Brasil]

Imagem do topo: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil