Estudos finais realizados no Brasil indicam que a vacina da Coronavac com o Instituto Butantan tem taxa de eficácia de 78%, segundo anúncio feito na coletiva de imprensa do governo do estado de São Paulo nesta quinta-feira (7). A taxa mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Anvisa é de 50%

O imunizante evitou ainda que 100% dos voluntários desenvolvessem casos graves e moderados, fossem internados ou morressem.  Os resultados foram acompanhados por Comitê Internacional Independente, na Áustria.

O Instituto Butantan pediu à Anvisa o registro emergencial do imunizante para começar a vacinação em grupos prioritários. O órgão tem dez dias para responder.

Com a aprovação da Anvisa, o governo do estado de São Paulo estima que iniciará a vacinação em 25 da janeiro. A expectativa é que o Butantan produza 60 milhões de doses da vacina até março.

Criada pelo laboratório chinês Sinovac, a vacina recebeu patrocínio do governo estadual paulista na fase 3 (final) que começou em 20 de julho, quando mais de 12 mil profissionais de saúde em oito estados brasileiros, receberam duas doses em intervalos de 14 dias entre elas.

As informações preliminares sobre a vacina seriam divulgadas em 15 de dezembro, mas o Instituto Butantan afirmou que poderia entregar algo mais conclusivo no dia 23 de dezembro, para que assim pudesse fazer o pedido para o uso emergencial e para o registro definitivo do produto na Anvisa. Porém, próximo do final de ano, após a agência chinesa pedir um adiamento de mais 15 dias para reavaliar resultados de testes.