O Ministério da Saúde ampliou a vacinação contra a gripe para além dos grupos prioritários. Isso significa que, a partir de agora, a população acima de seis meses de idade já pode se vacinar. No entanto, são as secretarias de saúde que decidem qual a melhor forma de coordenar a imunização em cada município.

“Campanhas de imunização são prioridade do Ministério da Saúde e resolvemos ampliar a vacinação contra a Influenza para todos os grupos. O nosso objetivo é reduzir os casos graves de gripe, que também pressionam o nosso sistema de saúde”, afirmou em nota o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Se você não faz parte dos grupos prioritários, fique de olho na programação da sua cidade. A campanha conta com mais de 80 milhões de doses de vacinas Influenza produzidas pelo Instituto Butantan. Cerca de 79 milhões de brasileiros fazem parte do público-alvo, que foi contemplado em três etapas. Segundo o jornal Globo, somente 34,2 milhões de pessoas foram imunizadas, o que representa 42% dos grupos prioritários — ou seja, um percentual baixo.

A vacinação acontece pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) desde 1999. Neste ano, com a pandemia de Covid-19, sua importância foi reforçada, já que alguns de seus sintomas, como tosse, febre e dor no corpo, podem ser confundidos com a infecção pelo Sars-CoV-2. Porém, de acordo com especialistas, é necessário esperar um intervalo de 14 dias entre uma e outra para não interferir na resposta imune.

Assine a newsletter do Gizmodo

É preciso lembrar que alguns estudos já associaram a vacinação contra a gripe com uma redução de risco de contrair a Covid-19. Um deles, realizado por pesquisadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, sugere que o imunizante pode conferir um nível de proteção de 24%. Ainda assim, a Organização Mundial da Saúde recomenda o uso de máscaras e distanciamento social mesmo após as vacinas.

[Governo Federal]