A empresa de software LimeWire desligou seus serviços de compartilhamento de arquivos, acatando uma ordem de uma juíza federal, depois de ser responsabilizado por "grande parte do infringimento de coypright" na ação movida pela RIAA, organização da indústria da música. Descanse em paz, P2P.

Na terça-feira, a juíza Kimba Wood ordenou ao LimeWire que interrompesse "as funcionalidades de busca, downloads, uploads, compartilhamento e/ou distribuição de arquivos". O caso está rolando há quatro anos, e uma ordem como esta parecia provável depois que a juíza Wood decidiu em maio que o LimeWire estava ciente das violações de copyright em seu site. E com isso, o LimeWire junta-se ao Napster e ao Grokster no céu dos serviços P2P.

Caso você esteja se perguntando – assim como eu – "alguém ainda usa o LimeWire?", a resposta é sim: cerca de 50 milhões de pessoas todo mês, segundo o próprio site. É muita gente! Mas triste para elas, o fim do LimeWire era inevitável. E não só por causa dos torrents: sites de armazenamento de arquivos, como o RapidShare, MegaUpload e 4Shared hoje também ocupam o espaço onde antes o P2P reinava. [New York Times]