Nesta quarta-feira (8), foi confirmado o primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil. O paciente é um homem de 41 anos que voltou recentemente da Espanha. Agora, ele está em isolamento no Hospital Emílio Ribas, na zona oeste da capital. 

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (6) que outros sete casos estão sob investigação nos estados de Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

A varíola dos macacos já atingiu mais de 30 países não endêmicos, deixando cerca de 1,1 mil infectados. A maior parte dos casos está concentrado no Reino Unido e Espanha.

Em países onde não há endemia da doença, não foram registradas mortes. Porém, no Congo, a doença tirou a vida de 9 pessoas em 2022. A Nigéria também registrou uma morte.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias. Esse é o tempo que leva desde a infecção até o surgimento dos primeiros sintomas. 

O primeiro sinal da doença é a febre, seguida por lesões que surgem na pele, similares às da catapora. Também podem surgir dores de cabeça, dores no corpo, calafrios, exaustão e inchaço nos linfonodos.

A varíola dos macacos não parece causar quadros graves. Na verdade, estudos recentes sugerem que o vírus causador do surto atual já está circulando há anos e, inclusive, foi enfraquecido pela ação do próprio organismo humano. Saiba mais neste texto do Gizmodo Brasil.

De toda forma, a doença ainda pode apresentar riscos para crianças e pessoas imunossuprimidas. Por isso, é importante evitar o contágio, que ocorre através do contato direto com as lesões de pessoas infectadas, gotículas respiratórias ou materiais infectados, como roupas e lençóis de cama. 

A utilização de máscaras e a higienização das mãos com água e sabão são as principais ferramentas para barrar a disseminação da doença.