As supernovas são o resultado da morte de uma estrela massiva ou um evento nuclear em uma anã branca. Estudos indicam que uma supernovas ocorre na Via Láctea a cada cem anos, o que significa que seríamos capazes de ver algumas delas no decorrer dos séculos. Porém, o último evento do tipo foi observado apenas em 1604, quando ainda não havia conhecimento suficiente para as pessoas entenderem o que eram esses brilhos que surgiam no céu.

A ciência avançou muito desde então, mas apesar de hoje entendermos o que são as supernovas, ainda não conseguimos observar o fenômeno a olho nu aqui da Terra e há menos registros pelos astrônomos do que o esperado. Isso pode ser explicado pela combinação de alguns fatores, que incluem distância, poeira e pura sorte, de acordo com uma nova pesquisa. O artigo, publicado na plataforma de pré-impressão arXiv, sugere que um dos pontos cruciais é a localização.

A maioria das supernovas ocorre na região da galáxia em que se concentram o maior número de estrelas e também a maior quantidade de poeira, que costuma ser um problema para os astrônomos pelo fato de ela bloquear sinais de luz. Portanto, para que nós aqui na Terra possamos observar esse fenômeno a olho nu, é preciso que ele ocorra a uma distância perto o suficiente e em uma região livre de poeira.

O problema é que isso significa que elas teriam que ocorrer próximo ao centro da galáxia, o que não é o que acontece. De acordo com os astrônomos, isso pode ser explicado pelo formato espiral da nossa galáxia, que influencia na formação de estrelas e, consequentemente, as supernovas associadas a elas. No entanto, ainda serão necessárias mais pesquisas para compreender essa relação.

Ainda não existe uma estimativa precisa de quando poderemos ver a próxima supernova. As estimativas dos pesquisadores é que as chances de vermos a morte de uma estrela massiva é de 33%, enquanto que de uma anã branca é de 50%.

[Universe Today]