Todo mundo acha que seria legal viajar na velocidade da luz, motivo pelo qual cientistas devotam suas vidas em busca de respostas e faz a NASA tentar desenvolver sua própria dobra espacial. Calma lá, amigão: acontece que viagens espaciais super rápidas seriam fatais.

Um paper publicado na Natural Science joga na mesa da viagem à velocidade da luz um pouco do chato senso comum. Para percorrer grandes distâncias sem perder tempo, as pessoas precisariam viajar perto da velocidade da luz. Fazendo isso, elas cobririam grandes distâncias muito rapidamente e, graças a peculiaridades da relatividade, teriam a sensação de que se passaram apenas alguns poucos minutos graças a um efeito chamado dilatação do tempo que espreme a percepção temporal.

O problema é que viajar perto da velocidade da luz gera alguns outros efeitos também. Na Natural Science, Edelstein e Edelstein dizem que o hidrogênio em qualquer aeronave capaz de viajar na velocidade da luz também a impediria de fazer a viagem a essa velocidade. Eles explicam:

“Infelizmente, na medida em que a velocidade da nave se aproximasse da da luz, o hidrogênio H interestelar, embora presente a uma densidade próxima de 1,9 atom/cm3, se transformaria em radiação intensa que rapidamente mataria os passageiros e destruiria os instrumentos eletrônicos. Além disso, a perda de energia da radiação ionizante passando pela parte externa da nave representaria um crescente aumento no calor que necessitaria grandes despejos de energia para resfriar a nave.”

Em outras palavras, viaje próximo à velocidade da luz e você será bombardeado por tanta radiação que morreria rapidinho. Mesmo que ainda seja possível criar uma nave capaz de viajar a velocidades próximas à da luz, ela não seria capaz de transportar pessoas.

Em vez disso, existe um limite de velocidade natural imposto por níveis seguros de radiação devido ao hidrogênio, o que significa que seres humanos não podem viajar a mais do que metade da velocidade da luz a menos que eles queiram uma morte rápida, imediata. Droga. [Natural ScienceFoto por Reha Mark/Shutterstock]