Na feira CEATEC, no Japão, a Toshiba e a KDDI demonstraram um celular Toshiba T002 modificado que obtém energia de uma célula combustível de metanol direto (DMFC) e uma bateria de íons de lítio. Mais desenvolvido que protótipos anteriores, o celular funciona por 320 horas com um pouquinho de metanol.

DMFCs produzem eletricidade a partir de uma reação do metanol, água e ar; além da energia, produz-se apenas uma pequena quantidade de vapor d’água e dióxido de carbono. A operadora de celular japonesa KDDI combinou a célula combustível com uma bateria de lítio para se adequar à demanda de energia do celular.

Com esta combinação, o celular-protótipo passa cerca de 320 horas com uma só recarga. Isso são três dias a mais que um celular equivalente. E ao invés de demorar cerca de uma hora para recarregar, injetar metanol demora segundos. Por enquanto, o celular é mais grosso do que o mercado aceita, mas as duas empresas esperam que esta tecnologia chegue a gadgets portáteis como celulares e PMPs.

Se bem que a Toshiba prometeu começar a vender um carregador de bateria DMFC em setembro, e não há nem sinal dele. Mas é bom ver que eles estão avançando com o projeto — é algo bastante interessante, e necessário. [PC World e DVICE]