Uma das propriedades mais básicas dos buracos negros é também uma das mais intrigantes: fundamentalmente, buracos negros são invisíveis. É simples: eles não emitem luz, então, funcionalmente, não podem ser vistos. Tão simples que agora você deve estar se perguntando como nunca pensou nisso antes.

“Mas, ei, como vemos buracos negros?” Esta é uma questão bem básica que frequentemente surge quando as pessoas começam a ler sobre buracos negros. Por isso, este vídeo curtinho de Brian Greene, físico da Universidade de Columbia e especialista em teoria das cordas, é tão útil. Ele faz bem o papel de explicar que, mesmo que o buraco negro em si permaneça invisível, o que ele faz com os outros objetos ao seu redor — e com a luz que eles emitem — é bem observável.

Greene diz:

“Nós acreditamos que os vemos indiretamente, pela maneira que influenciam seu ambiente. No centro da nossa galáxia, nós acreditamos que há um buraco negro muito grande, de um tamanho cerca de 3 milhões de vezes maior que o Sol. Nós achamos que ele está lá porque, pelas evidências que coletamos, podemos ver estrelas em órbita no centro da nossa galáxia, girando tão rapidamente que o único objeto que podemos imaginar teoricamente que teria essa capacidade de imprimir uma velocidade fantástica nessas estrelas seria um objeto com a atração gravitacional de um buraco negro.”

A explicação está no vídeo abaixo .[YouTube via io9]

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Imagem: Ilustração artística de um buraco negro/NASA