Há alguns meses, uma equipe do MIT mostrou a interface física inForm, que imita seus movimentos em tempo real. Esta semana, em Milão, eles apresentaram a próxima iteração do sistema, muito maior e ainda mais sofisticado. Você precisa ver os vídeos.

A equipe se chama Tangible Media Group, liderada pelo professor Hiroshi Ishii; eles exploram como interfaces digitais – presentes em todo gadget que usamos – podem ser transformadas em objetos físicos.

Uma grande parte dessa missão é desenvolver materiais que podem se alterar, reagindo a comandos do usuário. Por exemplo, alguns universitários estão trabalhando em interfaces pneumáticas que se expandem e retraem para reagir a estímulos.

E temos também este novo protótipo, chamado Transform, que chega ainda mais perto dessa visão. A equipe descreve a mesa ao Co.Design como uma peça de mobília transformada em “uma máquina dinâmica impulsionada pelo fluxo de dados e de energia”, graças à três painéis em sua superfície.

Tangible Media Group table (1)

Esses painéis brancos são constituídos por mais de mil pinos, controlados por um software complexo que lê seus movimentos físicos com um sensor.

Os designers Daniel Leithinger, Sean Follmer, Amit Zoran e Philipp Schoessler mostram aqui os detalhes por trás da mesa:

Dá para ver que esta é uma realização técnica incrível. Mas o que ela significa para o futuro? Bem, a Transform é uma demonstração de algo que, a longo prazo, poderia se tornar muito mais prático e mais sutil – uma interface que pode ser integrada a objetos físicos ao seu redor.

Ou seja: sua parede do quarto poderia se transformar – ou ficar plana, ou criar prateleiras. Sua mesa de jantar poderia virar um espaço de trabalho. E além da mobília, este sistema poderia ser aplicado a praticamente qualquer objeto físico em qualquer escala, de celulares à arquitetura.

Tangible Media Group table (1)

O Tangible Media Group chama essa ideia de “Átomos Radicais”, um material que pode mudar o futuro baseado em dados computacionais. Para o TMG, este é o núcleo de seu trabalho, uma “visão para o futuro da interação humana-material, na qual toda informação digital tem uma manifestação física, para que possamos interagir diretamente com ela. Já não pensamos no design da interface, e sim na interface como um material.”

Essa visão precisa de muitos anos para se realizar, é claro. Mas a Transform é uma prova de conceito bastante convincente. Se a equipe continuar trabalhando neste ritmo rápido, podemos ver um protótipo ainda mais avançado dentro de poucos meses. [Co.DesignTangible Media Group]