Em 2014, a Surrey NanoSystems anunciou a criação do Vantablack, conjunto de nanotubos de carbono que absorvem 99,965% da luz visível e 99,85% da radiação infravermelha – as coisas basicamente desaparecem quando revestidas com este material.

Agora, a empresa criou uma nova versão do Vantablack, e “o revestimento é tão escuro que nossos espectrômetros não conseguem medir” quanta luz ele absorve.

Você pode ver abaixo o material engolindo a luz de um laser pointer de alta potência; “ele praticamente não reflete nada de volta ao visualizador”, diz a empresa:

vantablack mais escuro

Enquanto isso, o vídeo abaixo mostra três tons de preto: tinta preta fosca; a melhor cor preta disponível para aplicações espaciais; e o Vantablack. Eles estão sendo iluminados com um conjunto de luzes LED brancas superbrilhantes.

Como explicamos por aqui, os fótons entram nos espaços entre os nanotubos, saltam dentro da estrutura e não conseguem sair, sendo lentamente absorvidos pelo material. O Vantablack absorve tanta luz que pode enganar o olho a achar que uma folha amassada de papel alumínio é uma superfície lisa:

Há muitas aplicações em potencial para o Vantablack. Ele pode ser usado em telescópios e câmeras espaciais, evitando que a luz indesejada chegue a um sensor; ou para revestir veículos militares no campo de guerra.

Mas, por enquanto, ele vem aparecendo em situações curiosas. Cientistas usaram o Vantablack para revestir mictórios e evitar que a urina respingue nas pessoas; e a fabricante de desodorantes Lynx usou uma embalagem coberta pelo material para seu evento Black Space.

Além disso, a Surrey NanoSystems licenciou o Vantablack para uso artístico exclusivamente ao escultor Anish Kapoor. “Imagine um espaço tão escuro que, ao caminhar, você perde todo o senso de onde está, o que você é, e, especialmente, a noção do tempo. Alguma coisa acontece com seu eu emocional, e a desorientação faz você se apoiar em outros recursos”, disse Kapoor à BBC em 2014.

[Engadget e ScienceAlert]