Esta é uma das melhores pérolas que já vi em muito tempo: uma daquelas corridas de demolição – cheia de caminhões monstruosos, sucatas de carros e até mesmo um Godzilla gigante – filmada com fotografia tilt-shift, depois agrupada em um vídeo time-lapse. O efeito final é extraordinário.

Se você ficou imaginando como algo tão gigantesco e destrutivo poderia aparentar ser tão minúsculo e inofensivo, a resposta é a combinação de algumas técnicas. Uma delas é o uso do time-lapse, que faz com que você perca alguns quadros e dá ao movimento uma qualidade meio espasmódica que ajuda a enganar o cérebro, fazendo-o pensar que você está vendo miniaturas. Outra técnica é o ângulo, que faz você pensar que você está vendo de cima, como você veria uma maquete numa mesa. Aumentando-se o contraste, obtendo assim sombras mais profundas, você também é enganado ainda mais.

No entanto, o elemento mais importante é a fotografia tilt-shift. Apesar desta técnica fotográfica poder ser burlada embaçando-se a imagem para simular uma profundidade bem rasa, você precisa da verdadeira tilt-shift para ficar tão realístico.

A fotografia tilt-shift requer um conjunto especial de câmera, uma lente que possa inclinar (“tilt”) – ou girar – e deslocar (“shift”) – mover-se paralelamente ao plano da imagem. Com a inclinação você controla o foco da imagem, o que funciona melhor em quadros orientados verticalmente, embaçando as partes mais próximas e mais distantes da imagem. Com o deslocamento você corrige a própria perspectiva da imagem, fazendo com que as coisas pareçam mais planas (chatas) do que são de verdade. [Vimeo via Jalopnik]