A corrida comercial para o espaço ficou um pouco mais acirrada. A Virgin Orbit de Richard Branson, empresa irmã da Virgin Galactic, lançou com sucesso um foguete em órbita pela primeira vez. Ela também conseguiu entregar cargas úteis para um cliente, a Nasa, lançando uma série de nanosatélites patrocinados pela agência.

No domingo (17), a Virgin Orbit realizou seu segundo teste de voo do foguete LauncherOne, que é lançado ao espaço usando um sistema não convencional. Em vez de decolar de uma plataforma de lançamento no solo, o foguete é carregado sob a asa de um Boeing 747 customizado, denominado “Cosmic Girl”, e lançado em um local predeterminado. Assim que é lançado, o foguete é acionado e entra em órbita. Foi exatamente isso o que aconteceu no domingo.

Conforme explicado pelo The Verge, por ser lançado de um avião no ar, o sistema de lançamento da Virgin Orbit não requer um foguete tão grande ou tanto combustível. Isso é bom do ponto de vista financeiro, pois ajuda a reduzir os custos. Além disso, conforme observado pelo site de tecnologia, a empresa afirma que seu sistema é potencialmente mais flexível do que os outros, pois poderia, em teoria, lançar satélites de qualquer lugar onde um 737 pudesse decolar e pousar.

“A Virgin Orbit alcançou algo que muitos consideravam impossível”, disse Branson em um comunicado no domingo. “Foi tão inspirador ver nosso Virgin Atlantic 747 especialmente adaptado, Cosmic Girl, lançar o foguete LauncherOne em órbita. Este voo magnífico é o culminar de muitos anos de trabalho árduo e também irá desencadear uma nova geração de inovadores no caminho para a órbita.”

O lançamento bem-sucedido foi uma forma de redenção para a Virgin Orbit, que não conseguiu chegar à órbita em seu primeiro teste de voo em maio do ano passado. A empresa disse posteriormente que um problema com uma linha de propelente, que quebrou segundos depois que o motor do foguete foi ligado, foi o que causou a falha.

Tradução: A sequência de eventos de hoje para o LaunchDemo2 ocorreu exatamente como planejado, desde a execução segura do nosso campo de operações até a queima bem-sucedida dos motores. Dizer que estamos emocionados seria um grande eufemismo, mas 240 caracteres não seriam suficientes de qualquer maneira.

Ao contrário da Virgin Galactic, que está de olho no turismo espacial, a Virgin Orbit se concentra no lançamento de pequenos satélites.

O LauncherOne carregou 10 nanosatélites, chamados CubeSats, que fazem parte da iniciativa de Lançamento Educacional de Nanosatélites da Nasa. O programa é projetado para atrair e reter alunos nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), segundo a Nasa, e os alunos estão envolvidos em todos os aspectos da missão, desde o desenvolvimento e montagem até o teste e lançamento.

Eles são chamados de nanosatélites por um motivo. Os CubeSats são projetados para ter 10 centímetros cúbicos, explica a agência. Embora possam ser compostos de unidades individuais, que devem pesar menos de 1,33 quilograma, eles também podem ser combinados para formar duas, três ou seis unidades. Os CubeSats que foram lançados pelo LauncherOne foram criados por oito universidades dos EUA, bem como pela própria Nasa. Os satélites trabalharão para pesquisar tópicos como clima espacial, radiação espacial e detritos espaciais, entre outros.

A Virgin Orbit declarou que já tinha uma série de clientes reservados para lançamentos subsequentes, incluindo a Força Espacial dos EUA, a Força Real do Reino Unido, a empresa espacial privada italiana SITAEL e o fabricante de satélites dinamarquês GomSpace.

 

Erramos: o título original do texto dizia que o avião lançou o foguete em órbita. Na verdade ele ajudou o foguete a entrar em órbita. A reportagem foi atualizada às 11h24.