Isso tanto nos EUA, como no Brasil. Lá, a moedinha de um centavo (penny) custa 1,62 centavo pra fazer. Aqui a situação é mais grave: cada moeda de centavo custa ao governo dez centavos pra fabricar. E isso acontece há um bom tempo. Mas por que as Casas da Moeda aguentam esse prejuízo?

Nos EUA, a moedinha de um centavo é feita de 2,5% cobre e 97,5% zinco, e esses metais aumentaram de preço recentemente. Na verdade, se você derretesse a moeda, teria material num valor 62% maior que o valor da moeda. No Brasil, a diferença é de 900%. Loucura! Tanto que, segundo diz ao iG Cláudio Lagoeiro, diretor de Produção da Casa da Moeda do Brasil, tem gente que usa as moedinhas para fazer artesanato e arruelas de aço – é mais barato que comprar o material.

Nos EUA, considerou-se uma mistura de metais mais barata, para que a senhoriagem – a razão entre custo e valor do dinheiro – fosse positiva. Parece que o diretor da Casa da Moeda americana tentou deixar as moedinhas mais baratas de se fabricar, mas o Congresso não aprovou a iniciativa. Da forma que é hoje, o Tesouro americano pode “recomendar mudanças no conteúdo de metal ou na quantidade de moedas produzidas”, mas é o Congresso que toma a decisão final.

No Brasil, Lagoeiro nem mencionou o custo dos materiais: o diretor de produção da nossa Casa da Moeda disse ao iG que “é dever do Estado colocar as moedas em circulação para haver paz social”, e que o custo da moeda pode, esporadicamente, ultrapassar seu valor. Mas, como reporta o G1, não é só a moeda de 1 centavo que dá prejuízo: as moedas de 5 e 10 centavos também custam mais do que valem. Casa da Moeda, tem que ver isso aí. [Kiplinger, G1 e iG Economia]