O WhatsApp informou que não vai compartilhar informações pessoais de seus usuários na União Europeia com o Facebook até que cumpra com GDPR (regulação geral para proteção de dados, em tradução livre), que vai começar a vigorar em maio. Não é um compromisso permanente, e há algumas exceções a serem notadas. No entanto, é uma boa notícia para os usuários do WhatsApp que ligam para a privacidade.

Quais dados o WhatsApp poderá compartilhar com o Facebook daqui para a frente?
Facebook para de coletar dados de usuários do WhatsApp na Europa

Essa mudança veio como resultado de uma apuração conduzida pelo ICO, um órgão do Reino Unido voltado para privacidade. A instituição começou uma investigação em agosto de 2016 após o WhatsApp atualizar seus termos de serviço e política de privacidade, informando que o serviço compartilharia informações dos usuários com o Facebook, que adquiriu a plataforma em 2014.

A mudança gerou preocupação, pois o WhatsApp está ativo desde 2009, significando que o Facebook poderia ter acesso a dados pessoais de usuários antes do período da aquisição.

“As pessoas têm o direito de ter seus dados pessoais protegidos, e eles só devem ser usados quando os fins são devidamente explicado para elas, e para certos usos de dados, os usuários devem ter consentimento”, escreveu Elisabeth Denham, do ICO, em um post nesta quarta-feira (14). “Este é um requerimento da Lei de Proteção de Dados.”

O acordo do WhatsApp com os estados do ICO prevê que o serviço não compartilhará dados de usuários da União Europeia com o Facebook ou qualquer empresa do grupo. Porém, há significantes “poréns” nessa história: após começar a vigorar o GDPR, o WhatsApp vai poder compartilhar dados com o Facebook ou qualquer empresa do grupo “para propósitos de segurança” assim como informar a companhia como melhorar seus produtos e propagandas, segundo o acordo. Essas exceções ainda precisam ser regulamentadas pelo GDPR.

Resta saber se o Facebook e o WhatsApp vão tentar contornar a regulação para ter acesso a esses dados que, em tese, só poderão ser acessados em maio.

[TechCrunch]