O projeto Praças Digitais, da prefeitura de São Paulo, começou seus testes esta semana. Ele levará Wi-Fi gratuito a 120 locais da cidade, e o primeiro a recebê-lo é a Praça Dom José Gaspar, no centro.

A praça fica localizada atrás da Biblioteca Mário de Andrade, a alguns metros do Edifício Copan. Nela, já é possível acessar o Wi-Fi sem precisar de senha.

Também é possível acompanhar a qualidade da rede através deste link. Como é possível notar, a rede ainda precisa de alguns ajustes para comportar os usuários: ontem, na estreia da rede, a latência e o jitter aumentaram muito. A qualidade é aferida pelo Simet (Sistema de Medição de Tráfego de Última Milha), desenvolvido pelo NIC.br.

Se você tiver algum relato, sugestão ou crítica à rede Wi-Fi, pode entrar em contato através do Twitter @wifi_livre, página do Facebook ou email (pracasdigitais@prefeitura.sp.gov.br) do projeto – não esqueça de informar qual aparelho você usou para entrar na rede. A Secretaria de Serviços começará a analisar o feedback a partir de 08/08.

O projeto piloto deve ser expandido para mais áreas do centro, como o Vale do Anhangabaú, a Praça Roosevelt e o Pateo do Colégio. Depois, ele chegará a mais praças, parques e locais de grande circulação, incluindo pontos turísticos e conhecidos da capital paulista.

A lista completa das áreas que receberão o Praças Digitais já foi definida, e pode ser acessada aqui. São quatro lotes: o primeiro no centro; o segundo, na zona Leste; o terceiro, na Zona Norte e Lapa; e o quarto lote, em Butantã, Pinheiros e na zona Sul.

O edital da prefeitura faz diversas exigências sobre a qualidade do serviço: as redes deverão operar nas frequências 2,4 GHz e 5 GHz, devem ser compatíveis até mesmo com o padrão 802.11ac, e devem fornecer velocidade de pelo menos 512 kbps efetivos para cada usuário.

A prefeitura também exige que as prestadoras de serviço tenham a capacidade de “cumprir determinações judiciais de identificação de um usuário”. Antes, ele exigia a possibilidade de restringir sites, mas isso mudou: agora, para manter a neutralidade de rede, “o prestador de serviço não está autorizado a filtrar o tráfego por IP de origem ou de destino… exceto para cumprir legislação em vigor”.

Espera-se que o edital do projeto seja publicado até o final de agosto. A rede Wi-Fi começaria, então, a ser instalada entre novembro e dezembro. O projeto está orçado em cerca de R$ 45 milhões. [Wi-Fi Livre via IDG Now]

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