Os primeiros passos da corrida pelo smartphone dobrável começaram no ano passado. De um lado tem a Royole com o Flexpai, de outro tem a Samsung que já fez alguns teasers sobre seu dispositivo. A Motorola também está com planos de retomar a linha Razr V3 para um modelo do tipo. E em meio a tudo isso vem a Xiaomi e mostra um conceito de smartphone dobrável que parece fazer bastante sentido.

Royole FlexPai: é legal ver um smartphone com tela flexível – mexer, nem tanto
Samsung vai mostrar novo Galaxy S10 em fevereiro, e smartphone dobrável também deve dar as caras

Postado em um vídeo na rede social chinesa Sina Weibo, Lin Bin, presidente e cofundador da Xiaomi, manuseia um aparelho que tem o tamanho de um tablet. Após um tempo, ele dobra as duas pontas do dispositivo transformando-o em um smartphone com dimensões menores. O interessante é que conforme rola essa mudança entre tablet e smartphone, a interface de software acompanha o processo sem muitas falhas, pelo menos com o que vimos com o Flexpai, da Royole.

Aliás, se você reparar, na mudança de tablet para smartphone, existe basicamente só uma alteração de dimensão. São exibidas colunas de quatro apps no primeiro modo e que são mantidas ao se transformar em celular.

Após dobrar, o aparelho, inclusive, conta com um botão na parte superior que serve para ligá-lo, e o desbloqueio do dispositivo acontece com um simples deslizar de dedo.

No post na rede social chinesa, Bin diz que este é apenas um “protótipo” que combina “perfeitamente as experiências” de um smartphone e um tablet. Para que a companhia siga adiante com o desenvolvimento, fala o executivo, vai depender do feedback dos consumidores.

Ele ainda fala nas possibilidades de nomes para o dispositivo, que ainda não está definido: Mi Dual Flex e Mi Mix Flex.

O diferencial deste protótipo da Xiaomi é que ele conta com “duas dobras”, que é uma abordagem diferente de alguns fabricantes que em seus protótipos dobram a tela apenas uma vez no meio. Me pareceu uma forma mais inteligente de deixar o smartphone mais compacto.

Lógico, no vídeo tudo parece funcionar muito bem e fazer um smartphone dobrável exige uma série de desafios, como uma tela resistente e uma alteração de interface que se adapte aos diferentes modos do telefone. Tomara que a Xiaomi inicie a produção deste produto e coloque ainda mais lenha na fogueira nesta categoria que eu mal conheço, mas já considero interessante.

[Engadget]