A chinesa Xiaomi prepara sua chegada ao Brasil há algum tempo, e, nesta terça-feira, os primeiros detalhes sobre as vendas de produtos da empresa no Brasil foram revelados. Inicialmente, um smartphone, a pulseira Mi Band e o carregador Mi Power Bank serão comercializados através da loja virtual da empresa por preços bastante agressivos.

Fundada em 2010, a Xiaomi aposta em produtos refinados com preços acessíveis, e isso fez com que ela se tornasse uma das maiores fabricantes de smartphones no mundo. Isso tudo sem expandir muito sua operação: ela começou na China e se espalhou pela Ásia, e, antes desse lançamento brasileiro, estava em apenas oito países. O Brasil é, portanto, o nono mercado em que a Xiaomi começa a atuar, e o primeiro fora da Ásia. E também é o segundo país a receber fabricação local de smartphones da empresa, que até agora eram só produzidos na China.

Hugo Barra, da Xiaomi

Desde 2013, o brasileiro Hugo Barra é o vice-presidente da Xiaomi. Ele entrou na empresa após deixar o Google, e há alguns meses vem trabalhando nos preparativos para a estreia da empresa por aqui. E ele é tratado como uma grande estrela. Antes das portas do Teatro Net, em São Paulo, se abrirem, uma fila imensa de fãs da Xiaomi se formava no Shopping Vila Olímpia, na zona sul da capital paulista. Barra, sabendo da admiração que muitos que lá estavam têm por ele, saiu para dar uma volta distribuindo high fives.

Constrangedor? Um pouco. Mas isso resume um pouco a estratégia da empresa por aqui: aposta na paixão dos seus fãs (que eles chamam de “Mi Fãs”) para crescer dentro do país. Nada de montanhas de dinheiro em meios tradicionais de publicidade – a Xiaomi quer desenvolver sua base de fãs a partir das mídias sociais. Ousado? Talvez, mas é a mesma estratégia usada em outras partes do mundo e vem dando muito certo – é só ver o tamanho atual da empresa para perceber.

Hugo Barra, da Xiaomi

Assim, em um evento com a presença de centenas de seus fãs, a Xiaomi oficializou sua chegada ao Brasil, e com três notícias muito boas para nossos bolsos. Vamos falar agora dos três primeiros produtos: o smartphone intermediário Redmi 2, a pulseira Mi Band e o carregador portátil Mi Power Bank.

Redmi 2: especificações de intermediário com preço de entrada

Xiaomi Redmi 2

O Redmi 2 é um smartphone que não deve em nada para outros que estão no mercado. Ele tem uma tela HD de 4,7 polegadas IPS, 1GB de RAM, câmera de 8 megapixels, 8GB de armazenamento interno (expansível a até 32GB), GPU Adreno 306, e bateria de 2265 mAh. Ele tem entrada para dois cartões SIM 4G – os dois chips podem ter conexão 4G que o smartphone reconhece ambos, segundo a Xiaomi.

Ele não parece em nenhum momento um smartphone barato. Nem por fora – seu corpo é plástico e lembra bastante o do iPhone 5C, com um acabamento bem bacana – nem por dentro, com desempenho muito bom com a interface MIUI 6 (baseada no Android 4.4 KitKat). Mas ele tem preço de smartphone barato, e sairá custando R$ 499.

Xiaomi Redmi 2

De acordo com Barra, isso foi possível por causa da estratégia da Xiaomi no Brasil. Inicialmente, o Redmi 2 será vendido apenas pela loja online da empresa (falaremos mais sobre isso adiante). E como o investimento em publicidade e marketing é mínimo, especialmente em comparação com outras empresas da indústria, a chinesa conseguiu disponibilizar o aparelho a um preço bem abaixo de concorrentes com especificações técnicas similares.

Mi Power Bank e Mi Band

Xiaomi Mi Band

O Redmi 2 é o carro-chefe da Xiaomi no Brasil, mas não é o único produto. A empresa também está trazendo dois acessórios para cá. Um deles é a pulseira Mi Band, um vestível que monitora seus exercícios físicos e outras coisas da sua vida (como seu sono, por exemplo), e que a empresa promete durar até 30 dias sem precisar ser recarregada. Ela sairá por R$ 95.

Xiaomi Power Bank

O outro é o Mi Power Bank, um carregador portátil com capacidade para 10.400 mAh, que chega por R$ 99.

Onde e quanto?

A Xiaomi quer conquistar o Brasil aos poucos, e inicialmente seus produtos só serão vendidos através da loja online da empresa. Por enquanto, já que há planos de expandir a comercialização para outros canais de venda.

Se você quiser um Redmi 2, não precisará esperar muito tempo. Os primeiros aparelhos serão vendidos a partir da próxima terça-feira (7 de julho), e quem estiver interessado pode se cadastrar pelo site da empresa para ser avisado de que as vendas foram iniciadas.