Nada foi oficializado, mas, após a saída de Hugo Barra, são fortes os indícios que a Xiaomi saiu de fininho do Brasil — ela não comercializa nenhum produto por aqui há um bom tempo e o país nem mesmo aparece no site oficial da empresa. Agora, a companhia pretende finalmente lançar seus smartphones de preço competitivo no mercado americano entre o final deste ano e o início de 2019.

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De acordo com informações do The Wall Street Journal, o próximo mercado que a Xiaomi levará seus smartphones é o americano. Lei Jun, presidente da companhia, afirmou para a publicação que sempre esteve nos planos da Xiaomi levar seus aparelhos para os EUA. “Planejamos entrar neste mercado pelo fim de 2018, ou início de 2019”, disse.

Eles não serão os primeiros produtos da marca no país, mas, sim, os primeiros smartphones. Conforme explica o The Verge, a gigante chinesa vem aos poucos entrando neste mercado: vendendo a Mi TV, uma espécie de Android TV, em Walmarts selecionados pelo país, além também de ter começado a vender modelos de fone de ouvido, baterias externas e uma câmera 360 em novembro do ano passado na Amazon, depois de lançar os itens exclusivamente em sua loja virtual americana.

Entretanto, este mercado pode não receber a Xiaomi com os mesmos braços abertos que os seus clientes no Brasil a receberam, uma vez que o FBI, a CIA e a NSA recentemente alertaram consumidores americanos a não comprarem produtos e serviços feito por empresas chinesas como Huawei e ZTE por questões de vigilância e possíveis brechas de segurança. A Huawei, inclusive, está banida de participar de editais americanos desde 2014. Nada impediria de as autoridades americanas quererem incluir a Xiaomi nesse grupo de empresas.

Conforme aponta o The Verge, a ZTE até conseguiu adquirir uma parcela do mercado americano ao firmar parcerias com operadoras.

A Xiaomi talvez precise traçar o mesmo caminho, mas seria melhor se ela evitasse o mesmo percurso que a Huawei e Verizon, cuja parceria com AT&T para lançar o Mate 10 Pro foi cancelada pouco tempo antes do anúncio oficial, supostamente por pressões políticas sofridas pela operadora.

[The Verge via The Wall Street Journal]