Os canais pagos do YouTube viraram realidades: hoje, o serviço de vídeos incluiu canais de alguns parceiros que cobram mensalidade para quem quiser assistir os vídeos.

Trata-se de um projeto piloto, mas o objetivo é expandir os canais pagos. Para assinar, você precisa usar a versão de desktop do YouTube – por enquanto, não é possível fazer a assinatura na versão móvel, mas a opção deve ser incluída em breve.

Nem todos os canais estão disponíveis no Brasil – ao todo são 53 canais, mas apenas 29 estão abertos por aqui. O preço da assinatura varia de canal para canal: por enquanto, o mais barato custa R$ 3,90 por mês, enquanto o mais caro sai por R$ 19,90. Ainda há a opção de assinatura anual: neste caso, a mais barata sai por R$ 39,90, enquanto a mais cara custa R$ 100,90. Também há a possibilidade de comprar de um pacote – o SmartTV.com, por R$ 19,90 por mês, dá acesso a sete canais diferentes.

O valor mínimo das assinaturas é de US$ 0,99/mês. E parece que a conversão para reais é justa: por exemplo, os canais de US$ 1,99 custam R$ 3,90 aqui. Mas vale destacar que o valor anunciado pode sofrer variações, segundo o próprio Google, que informa que “variações cambiais e cobranças bancárias podem afetar o valor final cobrado”.

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O pagamento pode ser feito apenas via cartão de crédito – mensalmente (ou anualmente) na sua fatura aparecerá o valor cobrado pelo canal, a não ser que você cancele a assinatura. Se não quiser pagar sem saber se os vídeos realmente valem o preço cobrado, você pode assistir os vídeos do canal por 14 dias sem pagar nada – se gostar, começará a ser cobrado pelo acesso. Se não gostar, pode cancelar a assinatura em menos de duas semanas que não terá nenhuma cobrança feita no seu cartão

Com os canais pagos, o YouTube tenta diversificar a forma como quem produz vídeos para o serviço ganham com as suas produções. Por mais que muitos vídeos sejam completamente amadores, também há uma boa quantidade de produções profissionais, e quem faz esses vídeos acabava ganhando muito pouco dependendo apenas da publicidade. Agora, com a assinatura, fica mais fácil para o YouTube transferir dinheiro para quem cria os vídeos – apesar de não estar muito claro ainda quanto da assinatura fica para o Google e quanto vai para os responsáveis pelo canal. [YouTube via The Next Web]