Se essa é uma tendência (muito bem-vinda, diga-se de passagem) ou não, ainda não sabemos. Mas, em pouco mais de uma semana, várias empresas de tecnologia anunciaram ferramentas para proteger crianças e adolescentes na internet. Começou com as redes sociais, entre elas TikTok e Instagram; depois, veio a Apple e seu recurso controverso de monitoramento nas fotos do iOS. E agora é a vez do YouTube anunciar basicamente funcionalidades com os mesmos objetivos.

O Google revelou nesta quarta-feira (11) que o site de vídeos ganhou novas opções de privacidade voltadas especificamente para menores de idade. As mudanças valem tanto para a pesquisa do Google (quando vídeos são exibidos nos resultado de busca), YouTube tradicional, YouTube Kids, Google Assistente (para procurar vídeos via comandos de voz), entre outros serviços.

Uma das principais novidades é que usuários menores de 13 a 17 anos terão seus vídeos automaticamente configurados para a opção mais privada, o que significa que qualquer conteúdo enviado por eles será visto apenas pelo usuário e pessoas que tenham permissão de visualizar os vídeos. Caso queira abrir os clipes para todo mundo, o menor de idade precisará realizar esse procedimento manualmente.

“Queremos ajudar os usuários mais jovens a tomar decisões informadas sobre seu histórico online e privacidade digital, incluindo incentivá-los a fazer uma escolha intencional se quiserem tornar seu conteúdo público”, escreveu James Beser, diretor de gerenciamento de produto do YouTube, no blog oficial da plataforma.

O YouTube ainda disse que o pacote de recursos de bem-estar que introduziu em 2018 — incluindo “pausa” e lembretes de hora de dormir — também se tornará padrão para todos os usuários com idades entre 13 e 17 anos. De novo: eles poderão reverter essa opção por conta própria se acessarem as configurações do site.

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YouTube Kids também ganhará mudanças

Para crianças ainda menores, o YouTube promete ajustes mais significativos no YouTube Kids, incluindo uma nova opção de reprodução automática que os pais podem ativar ou desativar a seu critério. O objetivo é garantir que menos conteúdo potencialmente ofensivo, mas que se passa por algo criado para crianças, aparece nas telas dos tablets e smartphones dos usuários mirins.

Por fim, o YouTube Kids também receberá uma reformulação em termos de conteúdo comercial — ou seja, anúncios podem ou não ser veiculados de acordo com a idade dos usuários. Campanhas pagas já não eram permitidas no YouTube Kids, e as novas medidas dão um passo além: agora, elas reprimem qualquer vídeo “que se concentre apenas na embalagem do produto ou incentive diretamente as crianças a gastar dinheiro”.