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Até a Intel acha que os dispositivos vestíveis não têm futuro

Segundo a CNBC, empresa estaria tirando seu foco da tecnologia para concentrar esforços na realidade aumentada

Os dispositivos vestíveis estão caindo, e a realidade aumentava está crescendo no conceito da Intel. A CNBC está noticiando que a Intel fechou sua divisão de vestíveis duas semanas atrás, e o grupo New Technologies, que abriu a divisão, agora está focado na realidade aumentada. De uma moda para outra, a Intel está tentando perseguir a próxima grande tendência.

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A realidade aumentada rapidamente suplantou a realidade virtual e os dispositivos vestíveis como a tecnologia super descolada em que todos precisam investir. O Google está perseguindo-a via Project Tango, lançando um novo telefone compatível juntamente com a Asus, o Asus Zenfone AR, no final deste ano. E a Apple anunciou seu foco na realidade aumentada na WWDC 2017, em junho.

A Intel foi, na verdade, um dos primeiros investidores em tecnologias de realidade aumentada, com a sua câmera espacialmente ciente RealSense 3D, em 2014. Portanto, o novo foco do New Technologies em realidade aumentada é quase um “retorno às origens” para a empresa.

A maior notícia, no entanto, é a saída da Intel do espaço dos wearables, uma área que está rapidamente se tornando uma terra fantasma tecnológica.

O destino dos dispositivos vestíveis na Intel já era provável desde novembro do ano passado, quando, de acordo com o TechCrunch, a empresa dispensou uma parcela enorme de sua equipe de wearables.

À época, a Intel negou que estivesse rompendo com os vestíveis. “A Intel não está, de maneira alguma, recuando do negócio de wearables. Na verdade, temos vários produtos sendo produzidos com os quais estamos muito animados”, disse a companhia em um comunicado para o TechCrunch.

A Intel lançou alguns dispositivos vestíveis de alto perfil nesse ano. Em fevereiro, a empresa lançou o smartwatch New Balance IQ e, em março, o smartwatch Connected Modular, de US$ 1.550 (cerca de R$ 4.887 na cotação atual), em uma colaboração com a Tag Heuer que teria sua própria inteligência artificial embutida. Além dos smartwactches, a Intel também estava abraçando os vestíveis de áudio, como os óculos Oakley Radar Pace, com fones de ouvido acoplados e um treinador de áudio dentro do dispositivo, ou então esses fones de ouvido com monitoramento cardíaco da SMS Audio.

A Intel ainda está propagandeando seu chipset vestível em seu site — a tecnologia principal de seu esforço com os wearables. No entanto, de acordo com a CNBC, essa provavelmente será a última coisa relacionada a vestíveis que veremos da Intel por um bom tempo.

Pelo menos até que os headsets de realidade aumentada decolem de uma vez.

[CNBC]

Imagem do topo: Tag Heuer

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