A versão final do Opera 10 já saiu, o Chrome acaba de fazer um aninho de idade e o Firefox 3.5 já está estavelmente estabelecido. Mais uma vez, está na hora de sacar os cronômetros e testar a velocidade dos navegadores atuais.

Assim como todos os nossos testes de velocidade anteriores, este não é totalmente científico, mas é bastante extenso. Nós instalamos as versões mais atuais de cada navegador sendo testado – neste caso, o Opera 10, a versão 4.0 de canal de desenvolvimento do Chrome e o Firefox 3.5 final com os patches de segurança – em um sistema com um processador Intel Centrino Duo de 2.0GHz e 2GB de RAM rodando Windows XP.

Nós usamos o minúsculo aplicativo de cronômetro do Rob Keir para marcar o tempo de cada navegador nas maneiras comuns que deixam os usuários esperando: um “início frio” logo depois do boot do computador, um “início quente” após já ter rodado uma vez e a espera de oito guias se carregarem. Nós rodamos cada teste três vezes e tiramos a média dos tempos para obter os resultados, descartando quaisquer irregularidades óbvias.

Nós também rodamos cada navegador pela suíte de teste Dromaeo JavaScript da Mozilla, que em si é um agregador da suíte SunSpider da Apple, dos testes V8 do Google e alguns itens únicos. Estes testes rodam a engine e o interpretador JavaScript de cada navegador por uma série de exercícios situacionais. Mike Beltzner, diretor do Firefox da Mozilla, nos disse que os resultados de testes JavaScript podem ser comparados com a potência em cavalos e podem ser mexidos por desenvolvedores de engine – ainda assim, ainda não temos em mãos uma solução holística. Alguém aí está a fim de programar um Gmail fake que capte resultados de testes?

Por último, nós pegamos a medição do Gerenciador de Tarefas do Windows de quanta memória está sendo usada na inicialização e após as oito guias serem carregadas. As oito guias são as mesmas do último conjunto de testes – basicamente, é a página inicial de cada navegador; depois a página inicial do Google; Lifehacker; Gizmodo; e algumas do YouTube jogadas para uma boa medição de peso nos navegadores.

Aos resultados!

Teste 1: inicialização e carregamento de página – Vencedor: Google Chrome!
Normalmente o Chrome domina nos temos de inicialização, tanto fria quanto quente (incidentalmente, a versão do canal de desenvolvimento que eu carreguei no XP transformou o meu mouse em uma ampulheta por alguns segundos em cada novo carregamento, tanto frio quanto quente. Isto poderia indicar algum problema com o sistema, mas eu estava rodando o Chrome em uma cópia simples e recém-instalada do XP Service Pack 3). O Chrome 4 é, no entanto, muito mais rápido no meu sistema Windows 7 RC, mas este teste não era sobre isso. Eis os resultados dos últimos três navegadores:


*NT: a legenda está invertida, Opera 10 no lugar do Chrome 4.0 e vice-versa*

Para fins de comparação, eis o ranking combinado de todos os navegadores do nosso último teste e desta rodada. Como mostrado aqui, a versão estável do Chrome é o campeão geral:

No entanto, quando o navegador já está aberto, a versão 4.0 do Chrome bate até mesmo o seu predecessor estável, então talvez isto seja um trade-off proposital. Você só carregará o seu navegador algumas poucas vezes por dia, mas o carregamento de guias é uma tarefa constante para muitos de nós. Eis o carregamento de oito páginas para esta rodada:

E os resultados agregados das últimas duas rodadas:

Teste 2: JavaScript – Vencedor: Google Chrome!
Nem tem muito o que relatar aqui, exceto que o Chrome 4.0 exibe ganhos em velocidade de JavaScript em relação ao seu release estável. O Opera 10 e o Firefox 3.5 têm o mesmo desempenho de seus releases beta – o que pelo menos é reconfortante para nossos propósitos de teste. Eis os três desafiantes atuais:

E o quadro com a galera toda:

Teste 3: Uso de memória – Vencedor: Firefox!
A versão 4.0 do Google Chrome definitivamente consome mais recursos de sistema na aceleração da sua engine durante a inicialização. Update: desenvolvedores do Google Chromium escrevem sobre medir o uso de memória do Chromium/canal de desenvolvimento do Chrome, notando que uma leitura direta do Gerenciador de Tarefas do Windows pode não ser inteiramente precisa. Não dá para nós voltarmos atrás e testarmos de novo com novas leituras do mesmo ambiente de testes, mas nos lembraremos da declaração do Google nos testes futuros.

O Firefox continua sendo impressionantemente eficiente no primeiro carregamento. Eis como se saiu o mais novo trio:

E o resultado combinado de todos os navegadores Windows modernos:

O Firefox e o Opera mostram que têm versões beta razoavelmente consistentes e utilizáveis, enquanto o Chrome revela que o seu cavalo de corrida sangue-nos-olhos é de fato diferente do que os usuários mais cautelosos estão utilizando.

Alguma coisa lhe chamou a atenção nesse mundo de dados? Dê as suas próprias sugestões aí nos comentários e talvez a gente inclua na próxima rodada de testes.