O leitor Corey, do Gizmodo US, relata a sua explosiva história, cheia de carros de luxo, celulares auto-detonantes e produtos químicos nos olhos.

Eu tenho (tinha) um Samsung Rogue. Estava saindo da academia e estava com ele no bolso. Quando sentei no banco do motorista, o telefone caiu no espaço entre os bancos e deslizou para baixo do meu. (Você não odeia quando isso acontece?) Depois de tentar, sem sucesso, recuperar ele com a ponta dos dedos, eu saí do carro para levantar o banco. O carro em questão é um Infiniti G35 Coupe, e eu dou este detalhe porque é característica desse modelo que o banco desliza um pouco para a frente automaticamente, quando se puxa a alavanca.

Então ali estava eu, com o tronco ocupando o espaço das pernas do passageiro atrás do motorista e a cara enfiada debaixo do banco, procurando pelo meu telefone caído, quando ouço um barulho, meio chiado. Eu olho de novo debaixo do banco e o aparelho explode na minha cara e nos meus olhos. Imadiatamente eu corro até a janela da academia, começo a bater nela gritando para alguém me deixar entrar e ir ao banheiro lavar meus olhos. Migalhas pretas e restos do que, acho eu, um dia foi a tela do meu telefone escorriam do meu rosto durante os 20 minutos em que fiquei me lavando. A sensação de queimação nos olhos foi aos poucos diminuindo, mas eu estava morrendo de medo dos componentes químicos que poderiam estar ainda nos meus olhos. Meu roommate resgatou o telefone debaixo do banco e não conseguia acreditar no que via: "Sem chance, cara." Estou enviando algumas fotos.

Depois de correr para o hospital e ser lavado de novo e examinado para procurar arranhões nos olhos, eu fui receitado com antibióticos e agora me sinto bem melhor. Eu realmente pensei que ficaria cego para o resto da vida. Foi uma experiência muito assustadora. Eu ainda tenho o telefone, e levei para a minha operadora, Verizon, para ver o que poderíamos fazer a respeito. Eu tenho seguro nele, mas obviamente não quero ficar com um telefone que pode basicamente ser uma bomba. O empregado de lá tirou algumas fotos do meu aparelho e mostrou para todos os seus colegas. "Nunca vi isso na vida."

Eu estou feliz de não ter perdido a visão. Foi sorte. Quando falei isso para um amigo, ele respondeu com algo que ninguém havia me dito ainda: "Independente de você ter deslizado o banco para cima dele, o telefone não deveria ter virado uma bomba."

Corey vai tratar com a Verizon, que se encolhe.

Eu falei com a Verizon/Samsung ontem. A Verizon inicialmente quis me dar um telefone recondicionado como substituto. Depois de ter alguns problemas com o registro do telefone na minha conta, eu perguntei "então é isso que vocês fazem quando um telefone quebra ou explode? Dão ao cliente um recondicionado?" Ele então me disse que me daria um novo. (Grandes m*rdas.)

Mas, logicamente, o problema aqui é da Samsung, e não da Verizon, já que a Samsung é quem fez o telefone-bomba. Mas Corey teve ainda menos sorte com eles.

Liguei para alguém da Samsung, que ainda não retornou minha ligação. Eu liguei para ele depois que nos falamos na segunda-feira, ele me deu o email dele para que enviasse as fotos, o email voltou, e ele ainda não me ligou de volta. Situação super legal. :/ Meus olhos estão ficando meio irritados desde ontem e eu vou ver um oftalmologista nesta sexta.

O mínimo que você pode fazer, Samsung, é reembolsar o cara nas suas despesas médicas (nem parece ser muita coisa) e dar a ele um telefone novo. Um melhor ainda, tipo o Samsung Moment, que tem Android 2.1. De qualquer modo, como o amigo dele disse, um telefone não deveria se transformar em uma bomba… em hipótese alguma. Ao que parece, o problema é na bateria — a parte mais volátil de qualquer telefone.