É difícil compreender o tamanho surpreendente da batalha épica entre Microsoft, Google e Apple. Bilhões em cima de bilhões de dólares. Indústrias inteiras em jogo. Este é o tabuleiro. Estas são as peças.

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Se você refletir um pouco, o que impressiona não é o tamanho da Microsoft ou da Apple, empresas com décadas de idade, titãs estabelecidos da indústria (mesmo que tenham tropeçado no passado) — é o Google que impressiona. Em apenas dez anos, o Google se tornou indiscutivelmente a empresa mais importante da web, alastrando tudo com toques de internet com velocidade espantosa, quase como um vírus: da web e busca a livros, vídeo, celulares, sistemas operacionais e, em breve, sua TV. Amigos viraram inimigos, e inimigos ficaram mais paranoicos. E sabe, é questão de tempo até que as lacunas restantes do Google neste gráfico sejam preenchidas.

Lá nos anos 90, "hegemonia" era outra forma de dizer "Microsoft". Era a Microsoft que queria invadir tudo. Era a Microsoft que ficava na mira da Justiça americana por problemas de antitruste. Em qualquer lugar onde havia computação, havia a Microsoft. Mas hoje, é a Apple que conquistou a música. Foi a Apple que revolucionou os celulares. Foi a Apple que levou às massas a computação por tablet. Não a Microsoft. Em segundo lugar, a Microsoft não vai a lugar nenhum. Só que eles tentam alcançar mais do que tentam liderar, pelo menos quando se trata das coisas com as quais as pessoas se importam mais hoje, como a web e os dispositivos móveis.

O que está em jogo? Nada menos que o futuro. A Microsoft quer que a computação permaneça ligada ao desktop — três telas e uma nuvem, como o Ballmer gosta de dizer. A Apple quer dispositivos de informação fechados, com vários apps de terceiros, computadores que qualquer um pode usar. E, para o Google, todos os caminhos levam à internet, e a internet é sinônimo de Google.

Este não é um plano para o futuro. É um guia para estudo do que acontece agora.

Imagem feita para o Gizmodo por Shane Snow