Isso é espetacular: a NASA vai enviar uma missão para Europa, um dos satélites de Júpiter. Se tudo ocorrer como o planejado, um submarino robótico pode pousar na lua de Júpiter – o mundo que cientistas acreditam ser o mais propenso a conter vida no sistema solar – em 2030, após uma verdadeira odisseia espacial. Isso tem potencial para mudar o mundo.

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“Não tentem aterrissar lá”, dizem aliens no fim de 2010, um alerta que Adam Steltzner – o cara que passou nove anos da sua vida colocando a sonda Curiosity em Marte na missão mais espetacular da NASA desde o programa Apollo – ignorou. Esta é a missão dos sonhos dele e de todos os cientistas espaciais da NASA, como ele me disse em agosto de 2012, logo após o pouso bem sucedido da Curiosity em Marte.

Adam: O lugar no sistema solar que acreditamos ter a maior probabilidade de conter vida é Europa. Eu quero liderar uma equipe para ir abaixo do gelo, dentro do oceano da lua Europa.

Eu: Levar um submarino até lá.

Adam: Isso.

Adam Stelzner me disse que na época já passava noites após noites bebendo cerveja, desenhando em um quadro branco, e falando sobre os cenários em potencial para a missão com o astrobiólogo e cientista planetário Kevin Hand, um dos grandes especialistas nessa lua.

Com um preço mais ou menos parecido com o da Curiosity, ele diz que a missão “vai ser bastante desafiadora, quase a quantidade ideal de desafio, difícil, como gostamos, como os EUA gostam. Nós precisamos de algo por que lutar. E a Europa é isso”, ele diz.

Apesar de alertas de alienígenas, vamos em direção aos oceanos de um dos mundos mais intrigantes do nosso sistema solar. Não será uma missão tripulada – mas mesmo assim fico animado só de pensar nas possibilidades.