Humanos só conseguem enxergar luz visível – uma parte do espectro eletromagnético visível para o olho humano. É por isso que é tão difícil estudar corpos celestes escondidos atrás de poeira cósmica. Mas a radioastronomia nos revela partes do universo que não podem ser vistas pela luz visível – e segredos de galáxias cobertas por poeira, como a nossa amada Via Láctea.

Objetos tanto na Terra quanto no espaço emitem outros tipos de radiação eletromagnética detectável, como ondas de rádio, que penetram a poeira. E nossos belíssimos e gigantescos telescópios de rádio podem ver esses fenômenos baseados nas ondas de rádio emitidas. Eles observam os maiores comprimentos de onda de luz – que variam de 1 milímetro a 10 metros – e através dos seus olhos sofisticados, conseguimos ver estrelas e planetas que nascem e morrem, estudar galáxias e buracos negros, ver os ecos do Big Bang e das primeiras galáxias do universo. Com conjuntos de grandes radiotelescópios, no futuro próximo astrônomos vão conseguir criar um mapa muito mais nítido e detalhado da matéria escura invisível – que, estima-se, constitui 85% da matéria total do universo.



Existem literalmente centenas destes radiotelescópios espalhados pela Terra, de diversas formas e tamanhos baseados no tipo de ondas de rádio que detectam. Eis 22 deles:


O Telescópio do Polo Sul, com 9 metros de diâmetro, está localizado na Estação Amundsen-Scott, na Antártica.

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Foto: Daniel Luong-Van/National Science Foundation


O Observatório Arecibo em Porto Rico é o maior e mais sensível radiotelescópio com um prato do mundo.

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Foto: NAIC Arecibo Observatory/National Science Foundation


Este observatório está localizado no Novo México, nos Estados Unidos. Ele consiste de 27 antenas independentes, e cada um delas tem diâmetro de 22 metros.

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Foto: Andrew Clegg/National Science Foundation


Com 100 metros de diâmetro, o telescópio Robert C. Byrd, em West Virginia, nos EUA, é o maior telescópio móvel do mundo. Ele também é o maior objeto móvel construído em terra.

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Foto: NRAO/AUI/NSF


Eis a antena em Pie Town, no Novo México, que faz parte do Very Long Baseline Array, após uma tempestade de neve. Ela é uma das 10 antenas idênticas de 22 metros de diâmetro que observam o universo do Havaí às Ilhas Virgens.

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Foto: NRAO/AUI/NSF


No deserto do Atacama, no Chile, um conjunto com 66 radiotelescópios de 10 metros de altura e 6 metros de diâmetro.

ALMA and a Starry Night — a Joy to Behold

Foto: ESO/B. Tafresh


O radiotelescópio KAT-7, na África do Sul, consiste em sete pratos de 10 metros de diâmetro.

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Foto: SKA South Africa


O radiotelescópio Giant Metrewave, localizado próximo a Pune, na Índia, é um conjunto de telescópios de rádio com comprimentos de onda de metro.

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Foto: National Centre for Radio Astrophysics


Este telescópio de 40 metros fica no Observatório Nobeyama, em uma vila nos alpes japoneses.

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Foto: Nobeyama Radio Observatory


Este é o Radiotelescópio Solar Siberiano, na Rússia. Ele consiste em duas matrizes de antenas parabólicas com 2,2 metros de diâmetro cada.

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Foto: Sergey Gabdurakhmanov


O Australia Telescope Compact Array é um conjunto de seis pratos idênticos operados pelo Commonwealth Scientific e pela Organização de Pesquisa Industrial no Observatório Paul Wild.

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Foto: David Smyth/CSIRO


Eis o radiotelescópio Effelsberg, na Alemanha. COm 90 metros de diâmetro, ele foi o maior do mundo por 29 anos, até ser superado pelo Robert C. Byrd em 2000.

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Foto: Technische Universität Wien


Construído em 1955, o Lovell Telescope foi o maior telescópio móvel do mundo, com 70 metros de diâmetro, até ser superado pelo Effelsberg.

Meteor Shower Over The United Kingdom

Foto: Christopher Furlong/Getty Images


O ESO Submillimetre Telescope era um radiotelescópio com 13 metros de diâmetro localizado no Observatório La Silla, no Chile. Ele foi construído em 1987 e desativado em 2003.

SEST at La Silla at Sunset

Foto: Iztok Boncina/ESO


17 de outubro, 1972: um fazendeiro passa por cinco dos oito pratos do Telescópio Ryle em Cambridge, no Reino Unido.

Five Dishes

Foto: Douglas Miller/Keystone/Getty Images


Seis radiotelescópios do Interferômetro IRAM no Plateau de Bure, na França.

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Foto: IRAM/Rebus


O radiotelescópio de Sardenha, com 60 metros de altura e totalmente móvel, fica na província de Cagliari, na Sardenha, Itália.

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Foto: SRT


O Caltech Submillimeter Observatory, com 9 metros de diâmetro, está situado no Observatório Mauna Kea.

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Foto: CSO


Em Cedar Flat, na Califórnia, um conjunto de 23 radiotelescópios ficam ao leste do Owens Valley Radio Observatory.

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Foto: CARMA


Este é o Large Millimeter Telescope, em Sierra Negra, no México. Ele tem uma área de coleta de 2000m².

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Foto: LMT


O Atacama Pathfinder Experiment, no Observatório Llano de Chajnantor, no deserto do Atacama, tem 4 metros de diâmetro.

APEX's Icy Companions

Foto: B. Tafreshi/ESO


O Parkes Observatory foi uma das muitas antenas de rádio usadas para receber imagens ao vivo e televisionadas do pouso da Apollo 11 na Lua em 20 de julho de 1969.

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Foto: David Moore/CSIRO


Imagem de topo: ALMA por B. Tafreshi/ESO