Nós já vimos que o 3G ultrapassou a banda larga fixa em número de acessos no Brasil. E a tendência parece continuar: no primeiro semestre de 2011, segundo pesquisa elaborada pela Teleco a pedido da Huawei, o número de acessos na banda larga móvel cresceu 35%, contra 10% da banda larga fixa. Mas os preços do 3G – tanto dos celulares como dos planos de dados – ainda precisa cair.

No segundo trimestre, foram 27,9 milhões de acessos pela banda larga móvel, dos quais 26,6 milhões (ou 95%) foram feitos de aparelhos 3G. Em junho, eram 23 milhões de celulares 3G em uso no Brasil, cerca de 10% do total de aparelhos. 79% dos proprietários usam o celular 3G para acessar a internet, metade deles no pré-pago.

Dos acessos 3G, 21,3 milhões vieram de celulares e tablets; enquanto 5,4 milhões foram de conexões via modem. Enquanto isso, a banda larga fixa ficou para trás, com 15,2 milhões de acessos no segundo trimestre.

A cobertura da banda larga fixa no Brasil, no entanto, é bem maior: 96% dos municípios e 98% da população, contra 27,7% dos municípios e 74,4% da população no 3G. Por que o 3G ganha, então? Porque, em cidades com mais de 50.000 habitantes, a cobertura móvel e fixa é quase igual, beirando os 100%.

O relatório da Teleco/Huawei mostram algo que já sabemos: o 3G no Brasil é caro. Um plano médio de 3GB custa R$90 no Brasil e no máximo R$66 no Chile. Com a Europa, a diferença é ainda maior: um plano médio de 2GB sai a R$85 no Brasil, e até R$55 no velho continente. Os celulares 3G também custam caro: são, em média, três vezes mais caro que aparelhos 2G, segundo a pesquisa. Os modens 3G, no entanto, ficaram 35% mais baratos no último ano.

Para mais detalhes, confira o release abaixo ou acesse o Balanço Huawei de Banda Larga Móvel no link a seguir: [Relatório via PC World e G1]

Huawei revela números e dados surpreendentes em pesquisa especial sobre banda larga móvel no Brasil

São Paulo, 13 de setembro de 2011 – O Balanço Huawei da Banda Larga, realizado pela Teleco a pedido da gigante chinesa de telecomunicações em edição especial para a Futurecom 2011, destaca os hábitos e necessidades dos consumidores brasileiros de banda larga móvel e revela números e dados bastante interessantes.

Hoje, no mundo, três de cada dez celulares vendidos são smartphones (62% dos aparelhos celulares 3G são smartphones, dados identificados na pesquisa). Desde o final do ano passado as vendas globais de smartphones superam as de computadores pessoais. Nesse cenário ele se apresenta como um instrumento de universalização e inclusão digital. Alinhado a isso, para sustentar esse crescimento e para o consumidor ter acesso à infinidade de recursos que um smartphone proporciona, a banda larga móvel é o serviço que mais tem crescido no Brasil: nos seis primeiros meses de 2011 a banda larga móvel cresceu 35%; e a fixa apenas 10%.

No mesmo período os acessos 3G cresceram 41%. No 2º trimestre de 2011 a penetração da banda larga móvel no Brasil foi de 13,7 acessos por 100 habitantes, superando a média mundial de 2010.

Para as operadoras, essas informações são extremamente relevantes para trabalharem esse mercado em franco crescimento. Os serviços de dados tornam-se uma fonte importante de receita para as operadoras de telefonia. A receita bruta de dados representou 18,7% da receita de serviços das operadoras no Brasil no 2º trimestre deste ano, um crescimento de 16% no último ano. Mas a escolha da operadora depende de vários fatores, entre eles as melhores promoções, as mais vantajosas, a melhor cobertura, o melhor preço e a melhor qualidade de serviços.

O acesso à internet é feito por 77% dos pesquisados via banda larga fixa. Cerca de 70% também usam o celular 3G ou smartphone para fazer o mesmo. E o acesso via modem é feito por apenas 18% dos pesquisados. E quanto ao tablet? Adolescentes e adultos são os que mais usam e adoram o produto, mas o alto custo ainda dificulta a penetração nas rendas inferiores. O celular e o tablet são considerados apenas de uso pessoal enquanto que o modem segue o padrão da fixa e é de uso compartilhado. Os tipos de acessos que atendem uniformemente todas as rendas pela variedade de preços são a banda larga fixa e o celular 3G.

E o que esses consumidores costumam acessar por meio desses aparelhos? Alguns navegam na internet; outros ficam nas redes sociais; uns enviam e recebem e-mails; outros preferem trocar mensagens instantâneas; baixar músicas e jogos; assistir vídeos; buscar informação ou fazer compras online. O tablet é mais usado pela manhã, mas também em outros horários. Já o celular é muito usado durante o dia e o modem 3G e banda larga fixa tem seu maior uso à noite. O tempo médio diário de acesso à internet se apresentou da seguinte forma: banda larga fixa tem média de três horas de uso diário; modem 3G tem média de duas horas/dia; tablet tem média de duas horas/dia e celular 3G tem média de uma hora/dia. No geral, o grau de satisfação com o serviço de banda larga é satisfatório e a fixa possui usuários muito satisfeitos. Bandas larga fixa e móvel competem pouco, pois são complementares.

Neste mercado em constate mudança, tablet e smartphone aparecem como objeto do desejo e o desejo de se ter um smartphone é três vezes maior do que por um celular. Os usuários dizem que gostariam de pagar em média um valor de R$ 107,00 para se ter internet banda larga em casa + celular 3G + TV por assinatura. O conceito de mobile money é bem aceito, somente 14% não utilizaria.

O maior desafio da Copa de 2014 será com relação à transmissão de dados, pois nas Olimpíadas de 2008 e na Copa de 2010 o desafio foi atender a demanda por voz.

Metodologia e objetivo

O objetivo dessa pesquisa foi procurar saber mais sobre os hábitos e as necessidades dos consumidores brasileiros de banda larga móvel. Para chegar a esses números, a Teleco coordenou mais de 1.100 entrevistas divididas igualmente entre cinco capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Brasília). Foram abordadas pessoas entre 14 e 65 anos, portadoras de celulares 3G, smartphones, modems ou tablets.