Em 2011, a Intel liberou uma nova especificação para fabricantes de notebooks, criando com ela uma categoria à parte no segmento de computadores portáteis. Era o Ultrabook. Desde então, o conceito tem evoluído em harmonia com as atualizações nos processadores Core, mas algumas coisas não mudaram, como essas cinco abaixo.

1. Leveza



Quem compra um notebook o faz com a intenção de carregá-lo para todo lado. Afinal, esse é o grande diferencial dos desktops. Embora qualquer notebook, por mais pesado que seja, já represente um ganho enorme pelo simples fato de ser “movível”, os convencionais, com seus 2/3 kg, se fazem notar da pior maneira possível: pesando nas suas costas.

Embora a Intel não estabeleça peso máximo para Ultrabooks, as fabricantes parecem ter chegado a um acordo tácito no que diz respeito a esse importante aspecto. Da atual leva de Ultrabooks (codinome Chief River), nenhum modelo com tela de 13,3″ é mais pesado que 1,74 kg — peso do Samsung Série 5 Ultra Touch.

Em média, um Ultrabook com esse tamanho de tela pesa cerca de 1,4 kg. Você joga ele na mochila e nem sente que está carregando seus trabalhos, músicas, vídeos, sua vida digital em um objeto tão leve.

2. Configurações atualizadas

Para ser um Ultrabook, é preciso estar a par com uma listinha de requisitos elaborada pela Intel. A cada geração ela é atualizada com o que há de mais moderna na indústria. Para você, isso garante levar um equipamento atualizado, sem chance de levar para casa algo com especificações defasadas.

Na atual geração, a Intel, por exemplo, exige que os Ultrabooks contenham uma porta USB 3.0 ou Thunderbolt, interfaces de transferência de arquivos extremamente rápidas. Outra é a presença de um processador Core de terceira geração, codinome Ivy Bridge, que além de rápido, é amigo da bateria — que, por sua vez, precisa durar pelo menos cinco horas longe da tomada, em mais uma demanda da Intel.

3. Velocidade

A linha Intel Core é aclamada por público e crítica. Estamos na terceira geração dos processadores Core i3, i5 e i7, codinome Ivy Bridge, e é digno de nota o desempenho que essas pequenas peças de silício têm.

No Ivy Bridge, a Intel estreou a tecnologia Tri-Gate: em vez de transistores planos, nesses processadores eles são tridimensionais, o que aumenta a superfície de transferência e, com isso, diminui o consumo de energia e a perda de eficiência. Na prática isso se traduz em mais desempenho por mais tempo.

Na prática, qualquer Ultrabook é capaz de rodar os aplicativos mais populares do mercado sem engasgos. Dá até para arriscar alguns jogos sem medo de travar tudo.

4. Sempre pronto para o trabalho, quase instantaneamente

Quem nunca se lembrou de precisar ver um email assim que apertou o botão para desligar o computador? Acontece. Nossas memórias são falhas, urgências surgem e, vamos combinar: ninguém gosta de esperar.

Um Ultrabook inicializa rapidamente. É parte das especificações. Ajudado pelo SSD, um tipo de memória em estado sólido que substitui o arcaico disco rígido, atividades rotineiras, como a inicialização, ficam muito mais rápidas.

A exigência oficial da Intel é que um Ultrabook acorde do estado de hibernação S4 em, no máximo, sete segundos. Na prática há modelos que baixam em muito esse limite, ligando em pouquíssimos segundos. Se você se atrasar para algum compromisso ou para dar/recuperar alguma informação, não será por culpa do Ultrabook.

5. Autonomia

Nenhuma dessas vantagens adiantaria se você tivesse que ficar preso a fios, ou se, distante dela, o Ultrabook morresse sem energia em pouco tempo. Anote aí: são pelo menos cinco horas longe da tomada. No mínimo. Alguns modelos, como o Folio 13, da HP, chegam a ficar ligados nove horas com uma carga apenas.

Apesar de serem finos (um Ultrabook de 13,3″ não pode ter mais do que 18 mm de espessura), a Intel e as fabricantes fazem mágica para espremer uma bateria capaz de segurar o equipamento, de alto desempenho, o maior tempo possível só na bateria. Foi-se o tempo de notebooks com duas horas de bateria. Isso é inconcebível hoje.