Ah Florence, nós realmente precisamos de você esse mês. Existe uma espécie petulante de macaco inteligente que não consegue viver em harmonia que provavelmente merece ser completamente erradicada por uma colisão explosiva. Mas lá vai você, voando por aí.

Com quase cinco quilômetros de largura, o asteroide Florence é grande. Na verdade, é o maior asteroide a passar perto de nós desde que a NASA começou a rastrear os asteroides próximos da Terra, Paul Chodas, gerente do Centro para Estudos de Objetos Próximos à Terra no Jet Propulsion Laboratory disse em um comunicado à imprensa.

A rocha, batizada em homenagem a Florence Nightingale, irá se aproximar da Terra em 1 de setembro de 2017, chegando a 7 milhões de quilômetros de proximidade da patética pedra que chamamos de casa. Por comparação, a Lua está a cerca de 385.000 quilômetros de distância, e Marte 120 milhões de quilômetros quando mais próximo. A Estação Espacial Internacional está a 400 quilômetros.

Cientistas australianos descobriram Florence pela primeira vez em 1981. Este encontro é o mais próximo desde 1890, e não se aproximará até 2500. Talvez Apophis já tenha nos destruído até então. Tomara!

O Centro para Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA fica de olho nos asteroides e cometas que se aproximam do nosso planeta. Cientistas estudam essas rochas para entender a origem e composição do Sistema Solar. Além disso, catalogar estes objetos é importante para ter certeza que podemos prever se e quando um deles irá fazer conosco o mesmo o que aconteceu com os dinossauros. Apesar de que devo dizer que eu adoro surpresas.

De qualquer forma, se você tem um telescópio, poderá ver Florence enquanto ele passa por nós entre o final de agosto e começo de setembro. “Sua magnitude aparente de 9 é bem clara”, Rüdiger Jehn, co-gerente do segmento Objetos Próximos à Terra do programa de conscientização espacial da Agência Espacial Européia, disse ao Gizmodo por e-mail. “Todo astrônomo amador poderá vê-lo”. O asteroide passará entre as constelações Piscis Austrinus, Capricornus, Aquarius e Delphinus, de acordo com o comunicado de imprensa da NASA.

Imagem de topo: NASA/JPL-Caltech

[NASA JPL]