A Terra tem 4,5 bilhões de anos de idade. Mas e a vida que existe nela? Nossa maior pista para responder esta pergunta se chama “estromatólito”: com esta rocha, temos mais evidências para saber quando começou a vida no planeta.

Estromatólitos são rochas formadas por calcário produzido por microrganismos. Desde 2006, acreditava-se que eles surgiram pela primeira vez há 3,5 bilhões de anos. Agora temos mais provas de que estas rochas levavam vida.



Cientistas foram até o sílex de Strelley Pool, em uma parte remota da Austrália, para analisar formações de rocha sulfurosa que surgiram como resultado de atividade biológica.

Eles já estudaram esses depósitos antes, mas desta vez usaram uma técnica diferente: analisaram a distribuição de isótopos em cada camada, em vez de analisá-la no todo.

A diferença entre camadas pode indicar que havia vida nela, já que organismos têm preferência por certos isótopos.

E as descobertas corroboram as conclusões anteriores. Como explica o Ars Technica:

Muitas das diferenças [entre as camadas] estavam associadas a material orgânico dentro da rocha. Foram encontrados valores semelhantes em compostos ferro-enxofre que haviam precipitado para fora. Os autores sugerem que os altos valores positivos são um indício de que a fonte original de enxofre era provavelmente da atmosfera, consistente com o que sabemos sobre sua composição provável durante a era Arqueana.

É fascinante saber que provas de vida estão guardadas em rochas de bilhões de anos atrás. [Ars Technica]

Imagem via Wikimedia Commons