_Arqueologia

Altar com cinzas humanas de ritual asteca é encontrado no México

O altar remete a um período pós conquista espanhola, e parece ter sido feito na intenção de encerrar um ciclo.

Imagem: Mauricio Marat, INAH/Reprodução

Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (Inah) anunciou nesta semana ter encontrado sob a Praça Garibaldi, na Cidade do México, um altar asteca do século 16.

O local, conhecido hoje por seus mariachis, parece ter sido também um espaço de resistência durante a dominação espanhola. 

O altar estava quatro metros abaixo do chão, coberto por várias camadas de adobe –-material de construção considerado antecedente do tijolo de barro. Nele, havia 13 incensários, cinco tigelas, uma xícara, um prato e também um recipiente com cinzas humanas.

Artefatos encontrados em sítio arqueológico mexicano. Imagem: Mauricio Marat, INAH/Reprodução

O sítio arqueológico foi identificado em agosto, mas os pesquisadores passaram os três meses seguintes explorando o local antes de anunciar as descobertas. O altar encontrado estava enterrado sob o pátio central do que seria uma casa. Havia ainda um corredor com outros cinco cômodos. Um deles contava com uma fogueira, o que levou os cientistas a acreditarem que era a cozinha.

O altar parece ter sido feito em algum momento entre 1521 e 1610, depois do espanhol Hernán Cortés e seu exército conquistarem a capital asteca Tenochtitlán. Os pesquisadores acreditam que os habitantes da casa eram mexicas, povo indígena que viveu no Vale do México e fundou o Império Asteca.

Eles teriam resistido à invasão espanhola e montado o altar como um ritual “para testemunhar o fim de um ciclo das suas vidas e da sua civilização”, explicam os pesquisadores. Depois, enterraram o feito para esconder dos espanhóis. 

Os pesquisadores chegaram a tais conclusões devido ao tipo de cerâmica encontrada no espaço, que estava associada ao período da invasão. As cinzas colocadas no altar pertenciam, provavelmente, a uma criança, mas são necessárias mais análises para confirmar a informação.

Sair da versão mobile