Depois de diversas explosões envolvendo o Galaxy Note 7, companhias aéreas e agências reguladores de aviação civil recomendaram que passageiros não utilizem ou carreguem o aparelho nos aviões. Nesta semana, foi a vez da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) emitir um ofício alertando sobre os riscos.

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Devido a diversos incidentes causados pelas baterias de íons de lítio do modelo da Samsung, em diferentes lugares do mundo, a Agência orientou que as empresas aéreas alertem os passageiros quanto aos riscos no transporte do aparelho nas aeronaves.

No ofício, a Anac sugere que passageiros e tripulantes não liguem nem recarreguem esse modelo dentro de suas aeronaves, até que a substituição dos modelos defeituosos seja realizada pela fabricante. A recomendação sugere, ainda, que o modelo Note 7 da Samsung não seja transportado por passageiros ou tripulantes em bagagens despachadas, mas somente em bagagem de mão e desligado.

Para evitar novos problemas, a Samsung irá emitir a partir do dia 20 de setembro uma atualização para usuários sul-coreanos do Galaxy Note 7 que limitará o carregamento da bateria a 60% da capacidade total. A medida deve ajudar a evitar consequências explosivas para quem ainda não participou do recall do aparelho. Ainda não há confirmação oficial, mas é possível que uma tática semelhante seja adotada em outros países onde o Note 7 foi lançado.

A pré-venda do Galaxy Note 7 no Brasil estava prevista para 22 de agosto mas foi adiada duas vezes. Primeiro, para o dia 12 de setembro, e agora sem data definida. As vendas foram suspensas globalmente, e a Samsung lembra que “o produto ainda não foi comercializado no Brasil e seu lançamento será adiado”.

[Anac]