Em uma zona de guerra, um celular comum – com suas inúmeras falhas de segurança em potencial – não adianta muito. Informações confidencialíssimas poderiam vazar facilmente, seria prato cheio pro Wikileaks. Mas isto está mudando: as forças armadas dos EUA estão investindo em aparelhos seguros com Android.

Não é a primeira vez que vemos o exército americano fornecendo smartphones – eles até têm competição para desenvolver apps. Mas a CNN informa que as forças armadas dos EUA, depois de dois anos de testes, pretendem “instalar seu software personalizado em celulares disponíveis comercialmente”. Isto começa com uma modificação própria do Android. A ideia é ter controle preciso sobre a transmissão de dados, aplicativos e informações, assim como fornecer feedback de uso aos militares de cargo mais alto.

E parece que isto não vai se restringir às forças armadas: de acordo com a CNN, “cada versão do Android OS [será] certificada uma vez para todas as agências federais”, sugerindo que os novos aparelhos seguros com Android podem se tornar padrão por todo o governo federal dos EUA.

O governo americano preferiu trabalhar com o Android por ter o código aberto. Angelos Stavrou, diretor de segurança da informação, trabalha no projeto e diz que oficiais do governo conversaram com a Apple, mas ela se recusou a fornecer acesso ao código do iOS. Segundo Stavrou, quando o Google lançar uma nova versão do Android, uma atualização compatível para o Android seguro do governo “pode ficar pronta em até duas semanas”.

Tudo isto seria uma má notícia para a RIM: a maior parte dos celulares no governo americano é BlackBerry – até o Obama tem um. Os novos celulares com Android seguro devem ser enviados aos soldados em março para testes. [CNN; Imagem: U.S. Air Force]