Para um app entrar na loja do iOS ou Windows Phone, ele precisa ser testado antes. Para entrar na Play Store, o processo sempre foi diferente: o app apenas passa por um algoritmo, para identificar se ele possui malware. O Google resolveu mudar isso.

A empresa diz que, “há vários meses”, os apps enviados para aprovação estão sendo testados antes de entrarem na Play Store. Uma equipe de especialistas é responsável pela análise e, segundo o Google, não houve nenhuma mudança perceptível para os desenvolvedores.

A ideia, aparentemente, não é checar se o app é estável ou se funciona bem – o que seria difícil, dado que existem cerca de um zilhão de dispositivos Android diferentes. O Google explica que o objetivo é identificar se os termos de uso para desenvolvedores estão sendo violados.

Ou seja, o app precisa passar por requisitos como estes:

  • não pode exibir propaganda por meio de notificações;
  • não pode modificar nem adicionar favoritos no navegador;
  • não pode substituir nem reorganizar a apresentação padrão de aplicativos, widgets ou configurações sem o conhecimento e o consentimento do usuário;
  • não pode exibir informações falsas ou enganosas no conteúdo, título, ícone, descrição ou capturas de tela.

Também há um sistema automatizado para identificar malware e conteúdo sexualmente explícito. Do TechCrunch:

Antes de os especialistas receberem os apps para análise, o Google usa software para checar se o app possui vírus e malware, ou se possui outras violações de conteúdo. Por exemplo, os sistemas de análise de imagem são capazes de detectar automaticamente os apps que incluem conteúdo sexual, bem como aqueles que infringem direitos autorais de outros apps.

Segundo o Google, toda essa verificação leva algumas horas, em vez de dias ou semanas. A empresa também ficou mais transparente ao explicar para desenvolvedores porque um app foi rejeitado, permitindo que o problema seja resolvido e o app, reenviado para análise.

Além disso, o Google avisa que todos os apps precisarão receber, a partir de maio, uma classificação etária com a idade mínima recomendada para uso do app. Desde 2012, cabe às distribuidoras – como o Google, Apple e Microsoft – classificar jogos e aplicativos no Brasil, tarefa que antes ficava a cargo do Ministério da Justiça. [Android Developers via TechCrunch]

Foto por Mal Booth/Flickr