Antes de discutirmos a porcentagem, falemos do livro A Billion Wicked Thoughts. O trabalho conduzido pelos neurocientistas Ogi Ogas e Sai Gaddam, e que já é um marco no assunto, revela muito sobre nossos, hum, hábitos na pervertida internet. E, de acordo com os dados levantados pelos autores, apenas 4% dos principais sites da internet são de pornografia.

Doutor Ogas, em entrevista para a Forbes, constatou que é muito difícil dizer quão grande a internet é e como as pessoas se comportam nela, já que a internet é muito dinâmica. Mas após coletar informações de um milhão dos sites mais populares do mundo, ele confia no resultado do trabalho. E a conclusão é importante. Esses 4% significam que não há tanta pornografia na internet como o pensamento comum imagina. Na verdade, a ideia de que “a internet é feita para pornografia” é basicamente um mito, com vários estudos conflitantes que ou inflam ou diminuem a gama de existência dos sites adultos. E é difícil de acreditar que os domínios .xxx, que entraram no ar na última semana, irão aumentar essa tendência.

Tudo isso me faz acreditar que nós assistimos a um MONTÃO de pornografia em relativamente poucos sites, mas Ogas também combate essa tese, argumentando que a pornografia representa apenas 13% das buscas na web. Como é que é? Isso vai contra quase todas as intuições que eu tenho sobre a internet. Ou melhor, vai contra todas. Parece que as pessoas realmente estão preocupadas com muitas coisas que não estão ligadas — pelo menos não diretamente — à pornografia.

Mesmo assim, o site de webcams pervertidas LiveJasmin.com continua atraindo 32 milhões de visitantes mensalmentes. Toma essa!

A única questão fundamental não explicada é quanto de pornografia é baixado, o que Ogas admite ser algo difícil demais de concluir pelo estudo, mas com sites como o PornHub dando mole por aí, esse número deve estar em surpreendente queda também.

Será que isso fará você se sentir um pouco menos culpado por todos aqueles capítulos de Brasileirinhas que você vive baixando? [Forbes]

Crédito da imagem: James Blinn/Shutterstock