A Apple divulgou seus resultados financeiros para o segundo trimestre. As notícias são boas para o iPhone e Macs, mas as vendas do iPad continuam a cair.

A empresa vendeu 35,2 milhões de iPhones entre abril e junho, um aumento de 12,7% em relação a um ano atrás. Tim Cook diz que esse crescimento foi ajudado pela demanda no Brasil, Rússia, Índia e China – conhecidos como BRIC – onde as vendas aumentaram 55% em um ano.

A Apple não divulga as vendas por país, mas é de se esperar que a China seja a maior responsável por esse aumento. A receita total da empresa na China, Hong Kong e Taiwan cresceu 28% em um ano (este número se refere a todos os produtos da Apple).

Mas, enquanto o iPhone segue firme e forte, o iPad continua a mostrar sinais de enfraquecimento: foram 13,3 milhões de unidades, 9% a menos que no ano passado. E essa trajetória de queda não é de hoje, como mostra esse gráfico do Quartz:

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O que está acontecendo? No último trimestre, Cook explica que a demanda foi fraca nos EUA e Europa Ocidental; ele diz que as vendas cresceram mais de 50% na China, Índia e Oriente Médio, mas isso aparentemente não foi o bastante.

A esperança de Cook é que seu novo acordo com a IBM, para criar apps empresariais para iOS, dê um estímulo ao iPad. E é importante que isso aconteça, pois o tablet é o segundo produto que mais lhe gera receita.

A Apple também vendeu 4,4 milhões de Macs, um aumento de 18% puxado pelo MacBook Air, que ganhou processadores mais rápidos e ficou mais barato nos EUA. Enquanto isso, o iPod vai morrendo aos poucos: foram apenas 2,9 milhões de unidades, queda de 36% em um ano.

O lucro da Apple no trimestre foi de US$ 7,75 bilhões, aumento de 12% em relação a um ano atrás. As ações operam em alta de 2,7%. [AppleWall Street JournalThe VergeRecode]