O lançamento do iPhone 4S está próximo, e no dia 16 de dezembro ele não chegará apenas às lojas das grandes operadoras, mas também ao site da Apple Brasil. Será a primeira vez que poderemos comprar os aparelhos desbloqueados, mas ainda sobram várias dúvidas.

A primeira, óbvia, é o preço. Há muita especulação sobre o assunto, mas o que sabemos é que o 4S custará os mesmos R$ 1.799 do iPhone 4 (para o modelo de 16 GB), ou pelo menos essa tem sido a política da Apple no Brasil. Já vi alguns relatos de que ele custaria mais caro, mas especialmente agora que o grande concorrente Galaxy S II tem visto descontos cada vez mais generosos, seria uma bobagem vendê-lo por R$ 2.000 ou mais.

Para o Brasil, R$ 1.799 já é alto (mais que) o suficiente. O que poderia justificar um adicional no que já é o iPhone mais caro do mundo seria a Apple dando um jeito de diferenciar o 4S com o iPhone 4 pelo preço — a diferença tem de ser razoável para ser notada. Será que ela teria a pachorra de inflar o preço do 4S só para que o 4 made in Brasil tivesse um “preço incrível”? Algumas operadoras furaram o lançamento e estão vendendo o iPhone 4 de 8 GB por um preço que certamente não é oficial-final. É difícil saber quanto o nosso iPhone “econômico” custará, mas é impossível que ele custe mais de R$ 1.500.

Só saberemos isso com certeza no dia 16, na página da Apple. Lá, além de ignorar o Siri, eles deixam claro que você poderá conseguir um preço melhor “através das operadoras”, o que deixa a TIM, por exemplo, em uma posição meio incômoda: a única vantagem deles será dividir o valor do aparelho na fatura – no site da Apple, você poderá comprar em 10x com o frete grátis. Sempre achei que vale a pena um ano de fidelização para smartphones, já que é um aparelho que você tende a usar com plano de dados, de qualquer jeito, por que não aproveitar o “desconto”? Se os planos sem fidelização fossem efetivamente mais baratos (como acontece em alguns países), seria o caso, mas se não for, por que pagar o valor cheio? Até a Oi está repensando essa coisa de “Liberdade”. Mas essa é uma discussão longa.

Outra  coisa interessante é que me parece que agora a loja virtual da Apple está botando mais ênfase no seu atendimento próprio – há até fotinho de duas pessoas com roupa da Apple, prontas para resolverem por chat suas dúvidas. Pela minha experiência com SAC de lojas online no Brasil, enfatizar o atendimento online me parece uma opção melhor. E por último, não menos importante, é que a entrada da Apple no varejo de telefones pode sinalizar com uma necessária mudança de postura: será que ela finalmente assumirá a frente de um programa de assistência técnica nacional?

Dúvidas e mais dúvidas. Saberemos de tudo isso na próxima sexta-feira.