A Apple lançou os primeiros MacBooks com chip Apple Sillicon há alguns meses. E quem deseja usar os dispositivos, mas rodando Windows 10, saiba que agora existe uma maneira fácil e confiável de rodar o sistema operacional da Microsoft nos aparelhos da concorrente.

A empresa Parallels lançou nesta semana uma versão de sua ferramenta de desktop virtual — a Desktop 16.5 — que, entre outras características, oferece suporte para Windows 10 nos MacBooks com processador M1.

Nesta nova versão de seu desktop virtual, a Parallels trouxe muitos recursos populares da geração anterior que era baseada em chips Intel. Isso inclui o modo Coherence, que permite executar aplicativos do Windows como se fossem nativos do Mac sem alternar entre desktops ou reinicializar todo o sistema. Os usuários também podem compartilhar arquivos localmente com a máquina virtual do Windows 10 e personalizar controles da touch bar do MacBook para iniciar aplicativos do Windows.

Mas claro que, como tudo nessa vida, há um preço a se pagar.

A Parallels afirma que rodar um Windows 10 em sua máquina virtual em um Mac M1 gera um aumento de 30% no desempenho em relação a uma máquina virtual Windows 10 rodando em um MacBook Pro com um processador Intel topo de linha. A companhia ainda diz que os usuários verão um aumento de desempenho de até 60% com os aplicativos DirectX 11, em comparação com um MacBook Pro baseado em Intel com uma GPU Radeon Pro 555X.

Outra questão é que o Parallels Desktop 16.5 só oferece suporte a sistemas operacionais baseados em ARM. Existe uma versão ARM do Windows 10, mas só está disponível para quem está inscrito no programa Windows Insider. Qualquer pessoa pode ingressar no projeto, mas o Windows 10 para ARM ainda é uma versão de visualização e há uma boa chance de você encontrar dezenas de bugs ou falhas.

Isso não significa que você terá uma experiência ruim executando o Windows 10 para ARM em um Mac com M1. No entanto, o desempenho pode cair se você executar programas x86 nativos feitos para rodar em chips Intel e AMD com o emulador que vem com o Windows 10 para ARM. O desempenho é limitado às especificações dentro de qualquer computador que esteja rodando a máquina virtual, mas a emulação em uma máquina virtual requer ainda mais performance.

Dependendo do programa, talvez seja melhor executar um aplicativo x86 macOS por meio do software de emulação da própria Apple — o Rosetta 2 — sem uma máquina virtual. A compatibilidade de softwares para M1 Macs está melhorando lentamente e, para alguns consumidores, esse é o maior obstáculo para sair de um processador Intel para Apple Silicon.

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Se você já tem uma licença do Parallels Desktop 16 para Mac, pode atualizar para 16.5 gratuitamente e continuará a receber atualizações gratuitas conforme novas versões forem lançadas. Usuários do Parallels Desktop 14 ou 15 terão que pagar US$ 50 (R$ 280 na conversão atual, sem impostos) para atualizar. Uma nova licença do Parallels Desktop 16.5 começa em US$ 80 (R$ 450), para uma licença vitalícia, ou US$ 100 (R$ 560) por ano, para uma assinatura.

Além disso, o Parallels Desktop 16.5 oferece suporte a algumas distribuições populares do Linux baseadas em ARM: Ubuntu 20.04, Kali Linux 2021.1, Debian 10.7 e Fedora Workstation 33-1.2. A Parallels também está trabalhando em uma versão de máquina virtual do macOS Big Sur que espera lançar ainda este ano.