Trezentos mil é um número grande. Mas no contexto de outros números enormes — por exemplo, os lançamentos dos últimos produtos Apple –, não é tanto assim.

Primeiro, os números brutos: 300.000 iPads foram vendidos, ocasionando 1.000.000 de downloads de apps e 250.000 downloads de ebooks da iBook Store. Steve Jobs diz com outras palavras:

Os usuários do iPad, em média, baixaram mais de três apps e perto de um livro nas primeiras horas de uso do seu novo iPad.

Perto de um livro!

A primeira comparação que muitos farão é com o lançamento do iPhone, que vendeu 270.000 unidades nas primeiras 30 horas. Neste caso, 300.000 é bem impressionante, especialmente se você considerar as muitas pessoas que estão esperando pela versão com 3G, que sai mês que vem, ou mesmo pela segunda geração do aparelho. Também deve se considerar que foi um lançamento apenas nos EUA. Mas lembre-se!

  • O preço mínimo do iPhone original era de 500 dólares também, sem contar o contrato de sangue de dois anos com a AT&T.
  • Ele não fazia tanta coisa: não havia apps, nem vários dos recursos atuais. Nós dissemos para esperar pela segunda geração no nosso review. Desta vez é provavelmente um pouco mais seguro comprar a primeira geração do produto.
  • Não havia familiaridade: o iPhone era 100% novo. O iPad é familiar a qualquer um que já tenha usado um iPhone, e estamos falando de dezenas de milhões de pessoas.

Por qualquer medição normal, o iPad teve um sólido primeiro dia — não vendeu 700.000 (malditos analistas), mas passou bem acima da linha imaginária do fracasso. Mas no contexto da Apple, cujos dois modelos subsequentes de iPhones venderam mais de um milhão de unidades nos seus fins-de-semana de estreia, também passou longe de ser uma vendagem surpreendente. De fato, está quase mais para decepcionante.

O teste de verdade será no próximo mês, quando os indecisos se mostrarão atraídos ou não pelos iPads dos seus amigos. Todo mundo que já viu o meu iPad quis brincar com ele, mas eu não acho que isso se converteu em alguma compra. Veremos.